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Archive for the ‘Metodologia’ Category

Uma coisa pela qual todo historiador é apaixonado é a memória. E nós estudantes de história sabemos que há várias maneiras de preservá-la e difundi-la, mas a que mais me agrada, particularmente, é o centro de memória que é representado pelo museu.

Vou tentar com poucas palavras explicar o que significa, como surgiu, sua finalidade, enfim, um pouco da sua história.

Museus

Os museus têm origem na necessidade do homem de colecionar coisas, de preservar suas memórias particulares; isso desde a Antiguidade, como por exemplo, um colar herdado de um familiar, um vaso, muito semelhante ao nosso hábito atual de preservar lembranças como fotografias, objetos que nos remetem a momentos felizes.
Mas, apesar desse hábito particular de guardar objetos e memórias, ainda na Antiguidade, mais especificamente em Alexandria surgem os museus, propriamente ditos. A palavra museu do grego, significa “templo das musas, e e recebia esse nome porquê o museu era o local destinado ao estudo das artes e das ciências. Porquê templo das musas? Simples. Na mitologia, as musas eram entidades que inspiravam as artes e as ciências.
Até o século XVII, os museus eram basicamente locais onde se preservavam documentações importantes (documentação, no sentido histórico são objetos, textos, livros, etc) e eram estudadas e analisadas.
Somente no século XVII, que os museus começam a se parecerem com os quais nós conhecemos hoje.  Esses museus modernos foram criados a partir de doações particulares; o primeiro museu conhecido é o Ashmolean Museum, que surgiu com as doações de Elias Ashmole, da coleção de John Tradescant. O segundo museu público é o Museu Britânico, de 1759. E o primeiro público na França é o do Louvre de 1793.
No Brasil, o primeiro museu foi fundado em 1862- Museu do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano; todos os outros brasileiros datam do século XX, e o mais importante pela qualidade de acervo é o do MASP, em São Paulo, de 1947.

Sua Finalidade

Como já foi dito, no século XVII o museu se consolida de forma muito semelhante com a qual nós conhecemos hoje e deixa de ser um centro exclusivo de preservação, passando a ser aberto ao público e um centro investigativo.
Os museólogos, pensadores, historiados, sociólogos, geógrafos, linguistas, arqueólogos, todos eles, entre outros, são profissionais que atuam com a documentação do museu. Graças a atuação desses profissionais, muito da história e equivocos, além de ideologias que eram transmitidas como verdadeiras, hoje sabemos que muitas delas passaram de manipulação ideológica, ou seja, a documentação, nos permite averiguar os fatos históricos e desconstruir essas mensagens prontas.
O museu deixou de ser um centro passivo de acúmulo, para se tornar um local de interpretação social, educacional, cultural e de preservação material.

Finalmente, de acordo com a ICOM – International Council of Museums (2001), o Museu hoje é “uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade”.

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A Idade Média é idade das trevas? O título é auto explicativo ao afirmar que será desconstruindo um mito.
Mito, porquê, a definição de Idade das Trevas nada mais é que uma visão de mundo moderna que se reconhecia como um período de Luz, por ser dominado e fundamentado na razão.
Na Idade Moderna, havia a crença de que a Antiguidade foi um período de racionalidade que foi precedida por um período em que a fé era determinante do pensamento e das relações exercidas no período, a Idade Moderna regastava as raízes antigas ao estabelecer a luz, a razão.
Por ser baseada na fé, a Idade Média seria uma época em que não houve avanço intelectual, progresso, não houve avanço científico, porque ter fé é ser irracional na concepção moderna.
Mas é verdade que por 1000 anos o mundo esteve paralisado? Não ocorreu nada? Não havia ciência? Muito pelo contrário: a Idade Média deu sua contribuição ao mundo.

Durante 1000 anos houve muitas invenções, estas que utilizamos até hoje, como o botão, a pólvora, etc; houve estudos no campo da matemática, astronomia, química, física. Foi um período fértil, porém obscurecido não pela fé, mas pelo termo pejorativo que recebeu pelos modernos.

Ainda hoje, tudo que diz respeito a  algo negativo na sociedade leva a alcunha medieval, ou termos afins.
A historiografia, por muito tempo, permaneceu adepta a essa idéia. A desconstrução dela é recente (para um historiador, claro).
Portanto, utilizar esse termo é errôneo, pois não condiz com a realidade e é na verdade preconceituoso.

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Você, estudante, já deve estar acostumado com a idéia estabelecida de período histórico. A história é seccionada em algumas épocas: HIstória Antiga, HIstória Medieval, História Moderna, História Contemporânea. Cada período desse possui uma data início e uma data final.
A história Antiga vai desde o aparecimento da escrita (4000 a.C) até a queda do Império Romano (476 d.C).A história Medieval vai da queda do Império Romano (476 d.C) até a queda de Constantinopla (1453 d.C). A história Moderna assume a sequência da queda de Constantinopla (1453 d.C) até a Revolução Francesa (1789). Finalmente a história Contemporânea seguirá a partir da Revolução Francesa- 1789 até os dias atuais.

Se não reparou, repare! A divisão leva em consideração momentos que parecem de ruptura. São específicos da história da Europa. E nos dá a impressão de que a história começa e termina, começa e termina, até chegar os dias atuais. Para quem não sabia aí vai: esta é uma convenção didática feita por historiadores para facilitar a compreensão.  Porém elas nos criam uma imagem errônea de que existe um período “mais legal” que o outro. Na verdade você pode estabelecer uma data que te interesse, mas não classificá-la num período, porque? Porquê a história não é seccionada! Os aparentes intervalos de um período para outro não passam na verdade de eventos que tiveram algum “pré-requisito” para serem escolhidos, por exemplo: foi uma mudança política, ou uma mudança econômica, ou uma mudança social, etc.

Acontece que esses “pre-requisistos” nos limita a acreditar que não houve uma continuidade de alguns eventos. Por exemplo, estabelecer a queda de Roma como o marco da Idade Média pode parecer algo completamente correto no sentido político, mas não leva em consideração que o cristianismo fora estabelecido no século anterior a queda, ou seja, leva em consideração apenas um fator de estudo da sociedade.

A história tem começo, e o começo dela ao ser classificado com a escrita significa afirmar que não houve nada antes dela. E isto esta correto? Obviamente não. Afirmar que a história só existe a partir do momento que o homem escreve é negar o surgimento do planeta Terra, os processos de transformações que permitiram surgir peixes, anfíbios, aves, o homem, e toda a sua manifestação, por mais simples que exista. Pensar a história a partir da escrita, significa dizer “Somento com a escrita podemos falar o que aconteceu, pois existe algo registrado, que não se perdeu”. Mas e os fósseis? Não são uma espécie de registro que nos permitem compreender a “evolução”?

A história começa com o surgimento do planeta e tudo o que vem depois será a continuidade do início. Será estabelecido a relação de causa e consequência, onde a causa vira consequência e está virará causa, e assim sucessivamente até os dias de hoje.
Gosto de imaginar a história como uma espinha dorsal. Existe a coluna, que é o centro a estrutura, local onde se estabelecem todos os eventos e personalidades conhecidas, por exemplo: podemos dizer que conhecemos a história da queda de Roma, de Leonardo da Vinci, etc.
Existe porém as ramificações que saem dessa coluna que são histórias dentro da história, é a história da Maria que viveu no Brasil Colonial, mas que não teve expressão para que fosse imortalizada como um agente ativo dessa história. A Maria que não foi atriz dessa história, mas apenas espectadora.

Imaginar que existe secções e estabelecer períodos é limitar a história, é limitar o raciocínio da história.  E fazer acreditar que não há continuidade.

A história é como um livro que você começa a ler e vai se desenvolvendo até chegar a página presente. Como o livro acabará é algo que teremos que esperar, respeitando o tempo da leitura.

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História

História: o que é e para o que serve?

 

É simples definir o que é e para o que serve inúmeras carreiras, tais como: geografia, medicina, odontologia… Mas história?! O que é isso? O senso comum responderia rapidamente e sem titubear: é o estudo do passado, carreira pra quem gosta de coisa velha. E pra que serve? Ué pra ser professor!

Bom, felizmente, eu sou uma dessas pessoas que escolheu essa carreira. E na verdade, história nem sempre tem a ver com o que pensamos.As respostas que damos são provas da nossa falta de conhecimento. História é muito mais que isso, e suas oportunidades vão além disso também.

Como surgiu?

História vem do grego e significainvestigação, informação”. A história, como entendemos hoje, surge em VI a.C, porém sempre houve a necessidade do homem explicar sua origem e sua vida, surgindo assim os mitos. Como forma de explicação a história nasce unida à filosofia. O grego Heródoto é considerado o pai da história, pois emprega o termo no sentido de “investigação, pesquisa”. Vale ressaltar que a filosofia abrangia diversas áreas do conhecimento que ainda não eram autônomas, tais como, a matemática, a psicologia, a política, a biologia, astronomia, entre outras.
Os gregos, então, utilizavam a história para conhecer as polis, entender as transformações, podendo aplicar outras soluções.

O que é e para que serve
?

Sua função é fornecer a sociedade uma explicação sobre ela mesma. Para isso, ainda hoje, o historiador utiliza-se de outras áreas do conhecimento, que se tornam ferramentas secundárias para a interpretação e visualização da dimensão do objeto de estudo; a história torna-se, sencundariamente, uma área interdisciplinar. O historiador pode-se utilizar da psicologia, por exemplo, para compreender a mitologia, entre outros.
Sendo assim, a essência da história são as transformações sociais e o tempo é a dimensão da análise histórica. Ressaltando que as transformações não ocorrem de maneira evolutiva e muito menos linear.
A história porém, estuda o passado, mas pode estudar o passado em função do presente. Pensar, portanto, o que a história será, é mera especulação, já que, como foi dito nem sempre as transformações ocorrem de maneira linear e previsíveis.

Onde o historiador atua?

  • Ensino Básico
  • Ensino Superior
  • Consultoria em Cenografia
  • Pesquisador em Arquivos
  • Pesquisador em Bibliotecas
  • Pesquisador em Museus
  • Pesquisador em Instituições Públicas
  • Pesquisador em Instituições Privadas
  • Pesquisador Autônomo (elaboração de materiais didáticos, textos jornalísticos)
  • Pesquisa e criação de projetos da preservação do patrimônio histórico-cultural
  • Diplomacia
  • Relações Internacionais
  • Pode atuar em parceria com: arquitetos, engenheiros, diplomatas, filósofos, arqueólogos, artistas, restauradores, curadores de exposições, urbanistas, sociólogos, juristas, turismólogos, antropólogos, geógrafos, jornalistas, cineastas, linguistas e cientistas políticos.

Auxílio das fontes: BORGES, Vavy Pacheco “O que é História”; e o site da Puc

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