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Archive for the ‘História Medieval’ Category

Origem

 Muitos historiadores sugerem que a comemoração do nascimento de Cristo ocorre no fim do ano por ser uma época de realizações de festas em muitos lugares.

As festas pagãs no mês de dezembro existiam desde cerca de 2200 a.C., sobretudo na Mesopotâmia. O ano novo representava uma grande crise para o povo dessa região, que acreditavam que com a chegada do inverno os maus espíritos se enfureciam e tornavam-se ameaçadores à sua permanência na Terra, e então o deus supremo Marduk saia com a missão de derrotá-los e proteger a humanidade. Este costume chegou aos romanos dando origem à festa da Saturnália, em homenagem ao deus Saturno, deus da agricultura, que ocorria no dia 23 de dezembro, quando acontecia o solstício de inverno- a noite mais longa do ano no Hemisfério Norte.

O motivo para o Natal ocorrer em 25 de dezembro é um ponto muito contraditório para historiadores do assunto, pois de acordo com a leitura da Bíblia a data estaria incorreta. No Evangelho Segundo Lucas, que fala sobre o nascimento de Cristo, João Batista teria nascido em março, e Jesus seis meses depois, portanto em setembro. Foi no século IV que o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro, quando o Papa Júlio I decretou a data no ano 350. A escolha desta data teria o intento de combater qualquer outra celebração pagã em dezembro, como a própria Saturnália. Devido a isso, para manter o significado religioso da data e ainda assim ser aceita por vários povos, alguns rituais pagãos foram incorporados juntamente com o cristianismo.

Os Símbolos

O pinheiro, a decoração das árvores e a iluminação não são invenções cristãs. Os egípcios já levavam folhas de palmeira para dentro das casas no dia mais curto do ano, em dezembro, quando ocorria o solstício de verão no Hemisfério Sul, que simbolizava o triunfo da vida sobre a morte”. Algumas tribos germânicas celebravam o solstício ao redor de um pinheiro, árvore que simbolizava a “resistência perante o frio”. A árvore era o “carvalho sagrado de Odin”, o deus menino, onde se depositava oferendas.  A planta era iluminada por velas, para manter à distância os maus espíritos. Ainda durante o solstício, alguns grupos religiosos decoravam árvores de carvalho com maças.

O presépio que é montado até hoje, foi montado a primeira vez por São Francisco de Assis em 1224, em Greccio na Itália. Esta foi a maneira que São Francisco encontrou de lembrar aos fiéis o ambiente e as condições em que Jesus nasceu. Foi exibido à meia-noite, hora simbólica do nascimento. O ato era seguido por uma missa, e como os galos cantavam nas primeiras horas da madrugada, o nome dado a essa missa pelo povo foi: Missa do Galo.

Para a tradição pagã, sobretudo a escandinava, os sinos tinham o poder de afastar os maus espíritos nos dias escuros. A estrela no topo da árvore faz referência a estrela de Belém, que guiou os três reis magos até o local de nascimento de Cristo. Os corais datam da Idade Média e se popularizaram durante o Renascimento.

O Primeiro Papai Noel

Ele surgiu por volta do século V, em Myra, na Turquia. Era São Nicolau, bispo católico, que tinha hábitos de distribuir presentes aos pobres. Reza a lenda, que ele colocava moedas de ouro na meias dos mais pobres, que deixavam-nas secando penduradas na lareira.

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Islã- Parte 1

 Islã – Parte 1 – Princípio

 

Península Arábica

O Islã tem local e data determinados de surgimento: a Península Arábica no século VII.  Apesar de ser uma região predominantemente desértica, há uma paisagem variada que foi habitada por muitos povos diferentes, entre eles os árabes.  Nem todos os habitantes eram beduínos (nômades e pastores); predominava no oásis a agricultura; havia ainda pequenos centros urbanos. A sociedade era organizada de forma tribal e seguia o estilo de vida beduíno; sua cultura era oral e enfatizava, na forma de poesia, o próprio clã; e os árabes, apesar do contato com culturas monoteístas como o cristianismo e o judaísmo, eram politeístas.

Maomé

A história do islâmismo começa com a Revelação de Maomé. Antes disso, o período é denominado, pelos muçulmanos, de jahiliyyah (período de ignorância e cegueira). Foi nesse período que Maomé, ou Muhammad ibn’Abdallah ibn’Abd al- Muttalib (seu nome completo em árabe), nasceu na cidade de Meca em 570 d.C. Sua família – Banû’Abd al-Muttalib- pertencia ao clã dos Quraysh (coraixitas), um dos mais poderosos de Meca, que dominavam a cidade e guardavam seu antigo santuário. Ele foi criado como mercador, e casou-se aos 25 anos com Khadija, uma rica viúva de 40 anos que o empregou e lhe propôs casamento.
Por volta de 610, Maomé recebeu a “Revelação”, por meio do arcanjo Gabriel (Jibril, em árabe) que lhe revelou a palavra de Alá, mandando-o recitar os seguintes versos:

“Lê em nome de teu Senho que tudo criou;
Criou o homem de um coágulo de sangue,
Lê que teu Senhor é generoso,
Que ensinou o uso do cálamo,
Ensinou ao homem o que este não sabia.” (Alcorão, sura 96: 1-5)

Alá, de acordo com o anjo, o escolheu como o último mensageiro. Continuou a receber revelações que falavam de um Deus único e onipotente, e que todo o ser humano deveria submeter-se a ele e venerá-lo. A palavra “islã” significa submissão. Maomé, incentivado por sua esposa, assumiu o papel de Profeta. As primeiras revelações exortavam-no a pregar e a converter os compatriotas; depois elas o guiaram como organizador de uma comunidade de crentes. Em muitas de suas revelações, o arcanjo Gabriel ditava-lhe os versículos do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Sua missão era ensinar aos árabes que Alá criara o mundo, que Ele era todo-poderoso e misericordioso, e que todos os humanos deveriam seguir seus mandamentos e respeitar Suas proibições. Os deveres se resumem em cinco pilares do islã:
1. Shahada ou testemunho – é a confissão que efeua a conversão. O converso afirma a unidade de Deus e aceita Alá, na fórmula “Não há outro Deus e Maomé é seu Profeta”;
2. Salat – é a oração que se faz cinco vezes ao dia voltado para Meca.
3. Zakat ou esmola – entrega de uma parcela da renda para fins sociais.
4. Ramadan – é o mês do jejum, entendido como purificação e ascese a Alá.
5. Hajj – peregrinação a Meca ao menos uma vez na vida.

A princípio, o pequeno grupo que se converteu era mínimo, mas suficiente para incomodar a elite local. Maomé foi ignorado, depois motivo de zombaria e por fim combatido, já que a nova religião ameaçava a existente. O islamismo era visto como um insulto para o culto de seus ídolos e desrespeito aos seus ancestrais.

Nesse momento, Maomé e essa pequena comunidade de conversos fugiram em 622 para Iatreb (Medina), esta fuga é conhecida como hijra (hégira) e marca o início do calendário muçulmano.  Em Iatreb, Maomé também encontrou oposição, mas os muçulmanos se impuseram militarmente, e pode ser reorganizado uma sociedade baseada nas leis muçulmanas, os antigos habitantes foram expulsos, exterminados ou convertidos. Dessa forma, Maomé transformou-se em líder político e militar, o que levou a um número crescente a se  converter a nova religião. Meca só começou a se converter ao islã em 630, quando Maomé destruiu com as próprias mãos os ídolos da Caaba e instaurou o culto exclusivo a Alá. Porém, a jihad, ou guerra contra o infiel foi muito importante para a permanência da nova religião.

É importante levar em consideração que o motivo do grande sucesso da religião, foi que ela estabelece uma unidade entre as diversas tribos. Maomé conseguia se colocar no lugar do outro e prever as diversas reações, e instruir o homem a evoluir. Seu poder era usado com moderação.
Em 632 Maomé falece, e inicia-se uma nova fase no islã.

 

Obs: Aqui foi escolhido como categoria do post  História Medieval. Estamos levando em consideração a datação no Ocidente. No Oriente, o nascimento do islamismo data da História Antiga. A idade média no Oriente vai do século XI -XV.

 

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