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Archive for the ‘História Contemporânea’ Category

   Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton, primo de Charles Darwin, que vem do grego eu, significando bom, e genics, origem, ou seja, boa origem. Em 1865, Galton publicou sua teoria no livro Hereditary Talent and Genius , muito influenciado pela obra A origem das espécies de Darwin, propõe a seleção artificial, afirmando que “as forças cegas da seleção natural, como agente propulsor do progresso, devem ser substituidas por uma seleção consciente e os homens devem usar todos os conhecimentos adquiridos pelo estudo e o processo da evolução nos tempos passados, a fim de promover o progresso físico e moral no futuro“.

De acordo com Galton, eugenia seria, portanto, “O estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.”
A eugenia pode ser positiva ou negativa. A eugenia positiva visa melhorar a genética mediante uma reprodução seletiva, e a eugenia negativa evita que indivíduos “menos” capacitados reproduzam sua linhagem através da esterilização forçada e da eutanásia.

A eugenia deixou de ser um ativismo e passou a ser uma ideologia que se apoderou do mundo. O Objetivo era desenvolver uma sociedade melhor a partir da reprodução. Acreditava-se que todos os males que atormentavam a sociedade, como crime, alcoolismo, entre outros, eram herdados geneticamente, ou seja, se um homem foi assassino, seus filhos poderiam ser também. Como evitar isso? Através da seleção artificial: deveria-se evitar que esse individuo procriasse, para isso partiam para a esterilização. A eugenia era uma higiene social.

Esta ideologia tomou forma nos Estados Unidos (ela não nasceu lá, mas se fortaleceu) com a Sociedade Eugênica Americana e o Partido Eugênico Americano, ou seja, a teoria é inglesa, mas só foi posta em prática, primeiramente, pelos EUA.

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1. Ontem, 28 de junho foi comemorado o Dia do Orgulho Gay. Muitos leitores do meu blog devem estar se perguntando: Porquê raios ela esta colocando um post sobre orgulho gay? O que tem a ver com história? Ela é gay?
Vou começar pela última pergunta: Não sou gay; tenho amigos e respeito a opção de todos.
Em relação as outras duas questões, acho um tema muito importantee de grande valia nos tempos atuais e pode parecer um assunto abordado apenas pela sociologia, mas na verdade, a história é um campo muito vasto e mesmo a sociologia, em minha opinião, deve ser contextualizada de maneira histórica. Se você não sabia, fique sabendo: a história estuda o passado em função do presente, então me deparei com uma reportagem de 2011 sobre o assunto que saiu no Estadão:
SP lidera denúncias de agressão contra gays, diz estudo
(…)De janeiro a julho, o Disque 100[Disque Direitos Humanos] recebeu 630 denúncias contra a população LGBT. As vítimas concentram-se na faixa etária de 19 a 24 anos (43%) e de 25 a 30 anos (20%). Os casos mais comuns de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são os de violência psicológica (44,38%), como ameaça, hostilização e humilhação, e de discriminação (30,55%).
Das vítimas, 83,6% são homossexuais, 10,1%, bissexuais e 4,2%, heterossexuais que sofrem algum tipo de violência ao ser confundidos como gays.
No recorte feito por Estado, São Paulo (18,41%), Bahia (10%), Piauí (8,73%) e Minas Gerais (8,57%) lideram as denúncias – o Rio de Janeiro aparece com apenas 6,03% – por já contar com um serviço semelhante oferecido pelo governo estadual.
‘Isso demonstra que a violência de caráter homofóbico tem um forte componente cultural, é a mais difícil de ser enfrentada porque é justamente a que não fica comprovada por marcas no corpo’, disse a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.”

2.

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Essas fotos acima no slideshow são representações encontradas em cálices, afrescos, vasos de cerâmica, banhos públicos, entre outros, da Grécia e Roma Antigas. Particularmente a cidade de Pompéia tem um grande número de representações sexuais em suas paredes. (ver post Pompéia)
O que vemos é que a história da sexualidade nem sempre foi como a vemos hoje, muitas coisas mudaram: No Ocidente Clássico (Grécia e Roma) a demonstração de amor era homofóbica e o homem ter um amigo (para os clássicos é um parceiro sexual)  era sinônimo de virilidade, pois o amor se dava entre os iguais. A sociedade era tão machista que ser homem em todos os sentidos da palavra era ser homossexual, não se contaminar com um amor inferior, no caso o de uma mulher ou escravo. A mulher era utilizada única e simplesmente como objeto pro-criativo, ou seja, o amor se dava entre os iguais, enquanto a mulher tinha relações sexuais com o homem apenas para gerar novos cidadãos gregos ou romanos. Essa situação muda com o advento do cristianismo, mas somente no XIX que se pensará a família nuclear como um ideal burguês, ou seja, a família perfeita é a composta por um homem, uma mulher e os filhos, tudo o que fugir a esse padrão não é aceito, é reprimido e marginal.
3. Algumas coisas sempre me vêem a cabeça quando o assunto é homossexualismo. Concordo com o que a ministra dos Direitos Humanos disse na entrevista de 2011 citada acima, de que a violência é de caráter cultural. Com certeza, sem dúvida alguma o que nos torna intolerável em relação ao homossexualismo é o enraizamento de uma cultura pré-determinante que nos diz que é certo somente o amor entre homem e mulher e errado qualquer outra maneira de amar. Porém, as amarras culturais devem ser rompidas e a tolerância deve existir.
Muitos justificarão que a Bíblia prega contra o homossexualismo, mas não esqueçam que a Bíblia também fala em respeito, em amor ao próximo e a não condenação. Deixemos que cada um viva a sua vida e faça suas escolhas.
O preconceito é a falta de conhecimento e principalmente medo do desconhecido. Isso só acabará com a educação: pais e escolas devem lutar juntos para passar um conhecimento histórico e sociológico dos comportamentos humanos e aceitar que o heterossexualismo teve uma data para iniciar seu percurso como forma predominante de expressão amorosa, e que não foi tempos modernos onde o lema era Paz e Amor que a adolescência se rebelava contra a ordem vigente do mundo que as pessoas começaram a ser homossexuais… As bases da cultura ocidental vieram muitas vezes de homens que se expressavam homossexualmente e apesar de tanto preconceito que vemos, muito do nosso pensamento ainda é uma sedimentação desse pensamento grego e romano.

Pensem…

Fontes: Stearns, Peter N “História da Sexualidade” . Editora Contexto, São Paulo, 2010.

Estadão 

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Parte 1: A invenção de um continente
Continente Africano

 Quando o assunto é África, as primeiras imagens que nos vem a mente são: fome, negros, pobreza, animais, e selva. Bom, tudo isso existe, de fato, mas a África não se resume a isso e a nossa visão sobre ela nada mais é do que um desconhecimento do continente africano.
Grandes equívocos foram cometidos a partir do século XV, e se intensificaram na época do Imperialismo, sobre o que é o continente africano e as pessoas que vivem lá. A visão que temos hoje ainda é a visão imperial sobre aqueles povos. Esse olhar imperial não nos permite ver a África na sua complexidade e dinâmicas culturais.

O termo africano ao invés de denominar todo aquele que nasce na África, passou a ser sinônimo de etnia negra, e que convergem para uma imagem de inferioridade e primitivismo.
Um grande problema foi ver a África a partir da Europa. Ao aproximar o continente europeu do africano, o resultado obtido foi de que a África não tem povo, nação, Estado, e principalmente história. O Imperialismo acredita na evolução dos povos, sendo a Europa o grau máximo desta evolução.  Desta forma, foi estabelecido um sistema classificatório do homem:
1. Homem selvagem: quadrúpede, mudo, peludo.
2. Americano: cor de cobre, colérico, ereto. Cabelo negro, liso, espesso; narinas largas; semblante rude; barba rala; obstinado, alegre, livre. Pinta-se com finas linhas vermelhas. Guia-se por costumes.
3. Europeu: claro, sanguíneo, musculoso; cabelo louro, castanho, ondulado; olhos azuis; delicado, perspicaz, inventivo. Coberto por vestes justas. Governado por leis.
4. Asiático: escuro, melancólico, rígido; cabelos negros; olhos escuros, severo, orgulhoso, cobiçoso. Coberto por vestimentas soltas. Governado por opiniões.
5. Africano: negro, fleumático, relaxado. Cabelos negros, crespos; pele acetinada; nariz achatado, lábios túmidos; engenhoso, indolente, negligente. Unta-se com gordura. Governado pelo capricho.
Esse sistema classificatório serviu como justificativa para o tráfico negreiro de escravos até o genocídio na África do sul pelos bôeres.
Quando pensamos em África e na definição negativa que temos desta e de seus povos, pensamos em África negra. Existe duas Áfricas: a branca, ao norte do Saara, que se liga ao Velho Mundo pelo Mediterrâneo, e a negra ou subsaariana,que é a África propriamente dita, que está isolada, e de acordo com Hegel deve ser ignorada, pois lá os povos vivem na violência, barbárie e mais alto grau de primitivismo. A África branca só teria história, pois manteve contato constante com o Velho Mundo, já a negra por estar isolada ficou “parada” no tempo e no espaço, pois a civilização não chegou até ela.
De acordo com o pensamento divulgado pelo imperialismo, ambas as Áfricas estavam divididas pelo Saara, o que inviabilizou toda a comunicação entre elas. A história da África só começaria então, com o tráfico negreiro, pois o africano pode ser explorado já que esta marcado divinamente para isso. A sua cor é símbolo de uma maldição divina, e se encontram no estágio mais primitivo do desenvolvimento humano.
Somente a partir do momento que o tráfico de escravos começa é que se inicia a história da África.

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No dia 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler assumiu o posto de chanceler  da Alemanha. Entre 1934 e 1939, o partido nazista iniciou uma série de medidas para juntar o partido nazista e o governo alemão numa única entidade. O primeiro ato de Hitler para juntar o partido nazista e o governo alemão aconteceu com a morte do presidente Von Hindenburg, em agosto de 1934. Três horas antes da morte de Hindenburg, o governo de Hitler promulgou uma lei que teria efeito a partir da morte daquele e que prescrevia que o posto de presidente seria unido ao de Chanceler, e que Hitler seria desde então o Führer e o Reichkanzler (chanceler) da Alemanha. Com este ato, Hitler fez de si mesmo o Chefe de Estado, chefe do governo e presidente do partido nazista num só posto. 
Para ter a grande aceitação do povo alemão, Hitler utilizou-se da propaganda, e principalmente da violência.

 
3. “Um povo, uma nação, um líder” – Propaganda Nazista

Joseph Goebbels - Ministro da Propaganda

 O sucesso e a aceitação do governo do partido Nacional Socialista se deve, em grande parte, ao poder de sua propaganda. Sob o comando de Joseph Goebbels, a máquina publicitária alemã divulgou de incontáveis maneiras o lema máximo do Estado nazista: Ein volk, ein reich, ein füher, “um povo, uma nação, um líder”.
O alemão Joseph Goebbels (1897-1945) doutor em Filosofia e famoso por sua mente e discursos afiados, foi nomeado, em 1933, como Ministro da Propaganda do Terceiro Reich. Exerceu total controle sobre os meios de comunicação e obteve apoio maciço da população a favor de Hitler. É o responsável pelas frases: “Uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”; “Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos inteligente dos indivíduos”; “Quanto maior seja a massa a se convencer, menor há de ser o esforço mental a realizar”. É apontado como mentor do massacre da Kristallnacht (Noite dos Cristais) quando em 1938 instigou uma retaliação ao assassinato de um diplomata alemão cometido por um judeu, convocando a população a destruir casas, sinagogas e lojas da comunidade judaica, gerando 90 judeus mortos e 20 mil enviados ao campo de concentração.
Esteve todo o tempo ao lado de Hitler inclusive quando este cometeu suicídio. Após a morte do Führer, ele e sua esposa Magda seguiram seu exemplo e tirou a vida dos filhos também.

 

4. SA, SS, GESTAPO e SD – Polícia Nazista

Hermann Goering

Em 1923 surge a Sturmabteilung a Seção de Assalto. Trata-se da polícia paramilitar, ou seja, aquela que imita a estrutura do exército sem fazer parte dele, que serviu Hitler e o Partido NAZI quando este exerceu seu poder na Alemanha. Sua função era exercer o terror contra os inimigos do nazismo. Hitler apontou Hermann Goering como líder da SA, logo que ela surgiu. Porém, apesar de ter sido uma instituição muito ativa, seus membros começaram a denegrir a sua imagem.
Hermann Goering (1893-1946) foi eleito deputado em 1928 do Reichstag, o parlamento alemão, tornou-se líder da instituição em 1932. No Parlamento atuou como uma das forças que contribuíram para a nomeação de Hitler como chanceler. No Terceiro Reich, foi nomeado Ministro do Interior e comandante da Luftwaffe. Ao lado de Himmler, foi responsável pela implantação dos campos de concentração.
Em 1945, refugiou-se na Baviera com a família. Foi o líder da mais alta patente a ser julgado no Tribunal de Nuremberg, e fora condenado à forca, porém cometeu suicídio um dia antes engolindo uma cápsula de cianureto.
Durante a Segunda Guerra, a SA passou a ser liderada por Ernst Röhm.

Heinrich Himmler

Dentro da SA surgiu a Schutzstaffel, SS, Tropa de Proteção, pois a SA era uma polícia semi-independente e essa relativa autonomia ameaçava o poder de Hitler. Aos poucos, Hitler substituiu a SA pela SS, que no princípio tinha como função proteger os membros de alta patente do partido nazista nas ocasiões públicas. Somente em 1925, ela foi organizada como tropa de proteção pessoal de Hitler. Os seus membros eram selecionados pela “pureza” de sangue e fiéis ao partido nazista. A SS tornou-se o exército nazista  que teve muita influência no Terceiro Reich.  Somente em 1929, quando Hitler nomeou Heinrich Himmiler (1900-1945) como líder da SS, que fez que o número de membros de 280 atingisse 200 mil pessoas, e chegaria a atingir mais de 1 milhãos de membros. Ela cresceu tanto que em 1939 passou a ter um próprio exército, a Waffen SS que tinha total independência do exército principal.  A SS absorveu também a GESTAPO, que era a polícia secreta nazista. A GESTAPO nasceu em 1933 para esmagar a oposição a Adolf Hitler. Foi responsável por abolir as liberdades de expressão, imprensa e associação. A GESTAPO funcionava sem tribunal e decidia quais as sanções a serem aplicadas. Ficou famosa por aplicar métodos de tortura para obter qualquer informação que considerasse útil.
Himmler recebeu a função de comandar os campos de concentração em 1939 e os campos de extermínio, em 1941.
Em 1945, Himmler estava descrente com a vitória alemã, e passou a tentar negociar a paz com os Aliados. Hitler encarou isso como traição e o destituiu do cargo de líder da SS. Foi capturado pelas tropas britânicas, e cometeu suicídio por envenenamento.

Reinhard Heydrich

Em 1936, a GESTAPO passou sob o comando de Reinhard Heydrich. Foi tão eficiente no cargo que Himmler lhe dera, que passou a ser responsável pela SD, a polícia de segurança do regime nazista. A SD atuava junto com a GESTAPO.
Reinhard Heydrich (1904-1942) foi o principal articulista da operação que resultou no fim da SA e na execução de seu líder Ernst Röhm, que fora acusado de tentar tomar o poder. Isso ocorreu em 1934, e ficou conhecido como “Noite de Longas Facas”.
Foi escolhido para comandar o Escritório Central para a emigração de Judeus,e em 1942 conduziu a Conferência de Wannsee, que se tornou o evento-chave para o extermínio judeu. No mesmo ano, foi vítima de um atentado fatal em Praga, o que serviu de incentivo para os nazistas levarem o Holocausto as ultimas consequências.

Fontes
Portal Segunda Guerra Mundial
Revista História- Nazismo.nº1. Tríada, ano 2008.
Revista Aventuras na História – GESTAPO. Edição 86, setembro 2010.

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1. Principais fatores que levaram a implantação do nazismo na Alemanha

Tratado de Versalhes

Em 11 de novembro de 1918, o governo alemão assinava o armistício em situação desvantajosa. Após sua rendição, realizou-se na França uma série de conferências entre as  vinte e sete nações vencedoras participantes da Primeira Guerra. Sob a liderança dos EUA, Inglaterra e França nasceu o Tratado de Versalhes assinado em 28 de junho de 1919.
Este tratado estipulava uma série de obrigações à Alemanha, país que perdera a guerra, dentre eles:
* restituir a região da Alsácia- Lorena á França;
* ceder outras regiões à Bélgica, à Dinamarca e à Polônia;
* entregar quase todos os seus navios mercantes à França, à Inglaterra e à Bélgica;
* pagar uma indenização em dinheiro aos países vencedores;
* reduzir o poderio militar de seus exércitos, sendo proibida de constituir aviação militar;
*Art.45 – Alemanha cede à França a propriedade absoluta […], com direito total de exploração, das minas de carvão situadas na bacia do rio Sarre.
* Art.80 – A Alemanha reconhece e respeitará a estritamente a independência da Áustria.
*Art.119- A Alemanha renuncia, em favor das potências aliadas, a todos os direitos sobre as colônias ultramarinas.
* Art.171- Estão proibidas na Alemanha a fabricação e a importação de carros blindados, tanques ou qualquer outro instrumento que sirva a objetivos de guerra.
*Art.232- A Alemanha se compromete a reparar todos os danos causados à população civil das potências aliadas e a seus bens.

Os alemães consideravam  o Tratado de Versalhes injusto, humilhante e vingativo. Já durante a Primeira Guerra, a fome alastrou a Alemanha tornando alimentos como leite, batatas em produtos de luxo encontrados apenas no “mercado negro” e comprados pelos ricos. Se os alimentos, raramente, estivessem a venda eram racionados. O roubo tornou-se uma prática comum, e roubava-se desde roupas até cães para se matar a fome. O pós-guerra não melhorou a situação da Alemanha, pois este foi um dos países que ficou com uma grave crise sócio-econômica e um grande número de mortos. O Tratado de Versalhes veio intensificar a situação de crise. Anos depois com a crise de 1929 a situação só veio a se agravar, pois atingiu os países, em proporções diferentes, que lutaram na Primeira Guerra, realçando seus problemas socioeconômicos. Essa crise gerou conflitos entre as classes sociais, fazendo que inúmeros membros da elite se mostrassem favoráveis a formação de um regime autoritário que recompusesse a ordem capitalista.
Nesse momento, os regimes autoritários são vistos como a solução para o fim da crise socioeconômica. Este governo forte controlaria diversos setores da vida social, como os meios de comunicação, órgãos de segurança, sindicatos, etc. Seria o fim da democracia liberal. Um único partido determinaria a política do país.
Vale lembrar que a Revolução Russa de 1917 era uma ameaça aos interesses das elites, o que a levou a apoiar esses regimes autoritários.  De acordo com o historiador Michael Burleigh em seu livro “Third Reich: a New History”, os nazistas nunca teriam conseguido tomar o poder sem o consentimento do povo, “a Alemanha estava desesperada por uma identidade e por um milagre econômico. Por isso, não houve qualquer revolta quando o país, durante o Terceiro Reich, desviou-se do bem para o mal. O que houve foi apenas um realinhamento moral”.

2. Hitler e o Nazismo: a solução alemã

A Alemanha não havia se recuperado da Primeira Guerra. Sua população continha um imenso número de desempregados, altas taxas de inflação, havia muitos protestos de operariados influenciados pela Revolução Russa, e ainda estava presa as imposições do Tratado de Versalhes.

Adolf Hitler

Adolf Hitler (1889-1945) nascido na Áustria e ex- combatente da Primeira Guerra filiou-se ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NAZI – o termo nazismo deriva da suas iniciais). Em 1921, Hitler tornou-se o chefe absoluto do partido nazista. Após tentar um golpe em 1923 foi condenado a prisão onde escreveu a primeira parte de seu livro Mein Kampf (Minha luta) que continha as bases da doutrina nazista. Entre elas estão:
*superioridade da raça ariana: os alemães descendem de uma” raça superior” (ariana) e por isso têm o direito de dominar as “raças inferiores”.
*anti-semitismo
*total fortalecimento do Estado: todos deviam se submeter ao Estado, personificado na figura do Führer (chefe).
*expansionismo: o povo alemão tinha o direito de conquistar seu espaço vital.

A propaganda da doutrina nazista foi feita através de discursos de Hitler para as massas, publicações do partido e principalmente desfiles militares que passavam a imagem de ordem, disciplina e organização. O sistema educacional incentivava o nacionalismo, e foi marcado por militarismo, anti-semitismo, e racismo. Os professores deveriam fazer parte da Liga Nazista de Docentes e transmitir para os alunos que os alemães pertenciam a uma raça superior.

Em 1925, Von Hindenburg torna-se presidente da Alemanha, porém não consegue solucionar os problemas socioeconômicos. O Parlamento Alemão, em 1932, teve uma grande maioria apoiando o partido nazista e sendo favorável a ascensão de Hitler, nomeando-o como chanceler.

Fontes

Portal Segunda Guerra Mundial
Revista História- Nazismo.nº1. Tríada
COTRIM, Gilberto. “História Global- Brasil e Geral” vol. único, São Paulo. Saraiva, 2002. pp.420-440.
Para baixar o Tratado de Versalhes clique aqui

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