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Archive for junho \30\UTC 2012

Um explorador analisa restos de madeira dentro do que alguns acreditam ser restos da Arca de Noé.

Um grupo de exploradores evangélicos chineses e turcos afirmam ter encontrado restos de madeira do que teria sido a Arca de Noé, no leste do Monte Ararat na Turquia.
De acordo com datações do carbono 14 os restos encontrados são de 4800 anos de idade, tempo no qual evangélicos e literalistas afirmam ter sido o momento em que a arca repousou no Monte Ararat.
Yeung Wing-Cheung,  do Grupo de pesquisa internacional da Arca de Noé afirma “Não é 100% de certeza que seja, mas é 99,9% de que é a arca”.
Houve várias descobertas relatadas dos restos da Arca de Noé ao longo dos anos, mais notavelmente um achado pelo arqueólogo Ron Wyatt, em 1987. Na época, o governo turco declarou oficialmente um parque nacional em torno de seu achado,onde um  objeto em forma de barco estendeu através das montanhas do Ararat.
O ministério evangélico continua acreditando que o achado é veridico e para isso chamou o holandês Gerrit Aalten para verificar a legitimidade da Arca. Aalten já acredita ser uma descoberta arqueológica legítima “Pois, é a primeira vez que a descoberta é bem documentada”.
Representantes do Ministério afirmam que a estrutura possui vários compartimentos, conferindo com a história bíblica de onde teriam sido colocado os animais.
Será pedido para a UNESCO oficializar a região como Patrimônio da Humanidade para que as pesquisas arqueológicas sejam feitas adequadamente.

FONTE (tradução e adaptação  livres)

ATUALIZAÇÃO: Estudiosos suspeitam que a “Arca de Noé seja uma farsa”

 Vários especialistas se manifestaram a respeito da descoberta com uma série de argumentações.
Dr. Randal Price diretor de estudos judaicos da Universidade de Liberdade, acredita ser uma farsa pois os curdos têm se aproveitado muito da questão na região. Dr. John Morris, arqueólogo, acredita que os chineses foram enganados.
O Professor Porcher Taylor da Universidade  de Richmond acredita que é um erro, pois para ele os arqueólogos estão escavando no local errado, pois a uma certa distância está o que os EUA consideram a “anomalia do Ararat”, algo que tem intrigado a inteligência norte-americana. Para ele se os restos da Arca estão no Ararat, o local seria o da anomalia.

Mas uma questão intrigante é: o relato bíblico a respeito do dilúvio é uma verdade ou uma farsa?

Dr. Paulo Zimansky, professor de arqueologia e história antiga na Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, diz: “Eu acho que tem todas as características de uma história, mas em qualquer caso, não é algo que possamos investigar como um arqueólogo . ”

Uma inundação catastrófica na Terra é falado em muitas culturas antigas: na Suméria, da Babilónia, grega, hindu, Gália, lendas escandinavas e chinesas. Alguns até são anteriores ao Antigo Testamento.

O curioso, Zimansky diz, é que embora existam relatos escritos do dilúvio em todas estas culturas, os arqueólogos ainda não encontraram evidência disso.

Se você tomar a Bíblia literalmente, Zimansky diz, “esta arca vai ser depositado em um contexto arqueológico que seria uma enchente estrato. E não vai ser um pouco de inundação estrato. Vai cobrir a Terra inteira. Bem, não como inundação estrato existe. ”

E é aí que Morris discorda arqueólogos como Zimansky.

“Tudo depende de seu pressuposto”, diz Morris. “Eu acho que eles estão olhando para ele através dos óculos errados.”

Morris diz que um grande dilúvio teria moldar a paisagem de todo o planeta – esculpindo fendas como o Grand Canyon , mesmo separando as imensas massas de terra como os continentes africano e sul-americano.

“Tudo na terra dá evidências do dilúvio”, diz Morris.

É por isso que ele está convencido de que algo está lá em cima no Monte. Ararat. Ele diz que houve relatos de centenas de testemunhas oculares dizendo que viu o que parecia ser um grande navio. Algumas dessas pessoas, diz ele, são pilotos que sobrevoaram a área durante a Segunda Guerra Mundial . Quantidades consideráveis de dados militares e de penetração no solo de imagem têm relatado uma forma de algo feito pelo homem na montanha.

Muitos especialistas têm concluído ao examinar as fotos que as imagens são de formações rochosas que se assemelham fortemente ao barco descrito no Gênesis.

Seja o que for, elas convencem Morris, e inúmeros outros, a voltar para o Monte Ararat, na esperança de encontrar o que sua fé lhes diz que pode ser encontrado.

FONTE (tradução e adaptação livres)

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Crânio de um jovem australopithecus sediba

Um pequeno um australopithecus sulafricano, parente remoto do ser humano, gostava de comer madeira e cortiça das árvores, enquanto a maioria dos hominídeos preferiam folhas e plantas mais macias, mostra um novo estudo.

Os autores chegaram à conclusão após examinar os dentes do australopithecus sediba, do qual foram encontradas dois exemplares em 2008, em uma caverna perto de Johannesburgo.

O primata “tinha uma dieta muito diferente dos outros hominídeos estudados até o momento. Como sua morfologia é muito parecida, acreditávamos que ele se seria mais ou menos parecido às outras espécies de tipo australopithecus, ou inclusive um pouco aos primeiros homens”, disse Amanda Henry, do Instituto de Antropologia Max Planck. “Na realidade, ele consumia muito mais comida da região, incluindo alimentos duros”.

O pré-molar esquerdo anterior de um Australopithecus sediba

Para chegar ao resultado, os autores bombardearam dentes do australopithecus sulafricano con laser para extrair carbono do esmalte. Os dentes dos outros 81 hominídeos analisados antes continham um tipo de carbono característico das folhas e ervas, mas o do australopithecus sediba originava-se de árvores e matas.

O achado sugere que este primeiro primata comia, pelo menos durante um período do ano, cortiça e outros materiais lenhosos.

“A cortiça, especialmente a que fica no interior das árvores, pode ser muito nutritiva. Todos os nutrientes da árvore passam por sua cortiça interna”, diz a pesquisadora.

Para checar o resultado, os cientistas usaram uma técnica inédita: extrair dos dentes um pouco da placa formada pelo acúmulo de minerais e analisar  minúsculos fragmentos vegetais fossilizados que haviam ficado presos nela há dois milhões de anos. O resultado comprovou que realmente se tratava de cortiça e madeira. Até então, nunca se havia estabelecido que os hominídeos africanos houvessem seguido essa dieta.

Para Paul Sandberg, da Universidade de Colorado Boulder, que participou do estudo publicado pela Nature, a alimentação do australopithecus sediba é bem parecida à dos chimpanzés da savana africana de hoje em dia.

Segundo Sandberg, “é uma descoberta importante porque a dieta é um dos aspectos fundamentais do animal, é o que dita seu comportamento e seu nicho ecológico”.

“Parece que há alguns milhões de anos havia diferentes espécies de hominídeos que utilizavam o ambiente de diversas formas, já que cada um se focava em um tipo específico”, diz a cientista.

“Mais tarde, surgiu o homo erectus, uma espécie capaz de locomover-se e desolcar-se em vários ambientes diferentes, o que foi uma grande mudança”, conclui ele.

Fonte 

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1. Ontem, 28 de junho foi comemorado o Dia do Orgulho Gay. Muitos leitores do meu blog devem estar se perguntando: Porquê raios ela esta colocando um post sobre orgulho gay? O que tem a ver com história? Ela é gay?
Vou começar pela última pergunta: Não sou gay; tenho amigos e respeito a opção de todos.
Em relação as outras duas questões, acho um tema muito importantee de grande valia nos tempos atuais e pode parecer um assunto abordado apenas pela sociologia, mas na verdade, a história é um campo muito vasto e mesmo a sociologia, em minha opinião, deve ser contextualizada de maneira histórica. Se você não sabia, fique sabendo: a história estuda o passado em função do presente, então me deparei com uma reportagem de 2011 sobre o assunto que saiu no Estadão:
SP lidera denúncias de agressão contra gays, diz estudo
(…)De janeiro a julho, o Disque 100[Disque Direitos Humanos] recebeu 630 denúncias contra a população LGBT. As vítimas concentram-se na faixa etária de 19 a 24 anos (43%) e de 25 a 30 anos (20%). Os casos mais comuns de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são os de violência psicológica (44,38%), como ameaça, hostilização e humilhação, e de discriminação (30,55%).
Das vítimas, 83,6% são homossexuais, 10,1%, bissexuais e 4,2%, heterossexuais que sofrem algum tipo de violência ao ser confundidos como gays.
No recorte feito por Estado, São Paulo (18,41%), Bahia (10%), Piauí (8,73%) e Minas Gerais (8,57%) lideram as denúncias – o Rio de Janeiro aparece com apenas 6,03% – por já contar com um serviço semelhante oferecido pelo governo estadual.
‘Isso demonstra que a violência de caráter homofóbico tem um forte componente cultural, é a mais difícil de ser enfrentada porque é justamente a que não fica comprovada por marcas no corpo’, disse a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.”

2.

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Essas fotos acima no slideshow são representações encontradas em cálices, afrescos, vasos de cerâmica, banhos públicos, entre outros, da Grécia e Roma Antigas. Particularmente a cidade de Pompéia tem um grande número de representações sexuais em suas paredes. (ver post Pompéia)
O que vemos é que a história da sexualidade nem sempre foi como a vemos hoje, muitas coisas mudaram: No Ocidente Clássico (Grécia e Roma) a demonstração de amor era homofóbica e o homem ter um amigo (para os clássicos é um parceiro sexual)  era sinônimo de virilidade, pois o amor se dava entre os iguais. A sociedade era tão machista que ser homem em todos os sentidos da palavra era ser homossexual, não se contaminar com um amor inferior, no caso o de uma mulher ou escravo. A mulher era utilizada única e simplesmente como objeto pro-criativo, ou seja, o amor se dava entre os iguais, enquanto a mulher tinha relações sexuais com o homem apenas para gerar novos cidadãos gregos ou romanos. Essa situação muda com o advento do cristianismo, mas somente no XIX que se pensará a família nuclear como um ideal burguês, ou seja, a família perfeita é a composta por um homem, uma mulher e os filhos, tudo o que fugir a esse padrão não é aceito, é reprimido e marginal.
3. Algumas coisas sempre me vêem a cabeça quando o assunto é homossexualismo. Concordo com o que a ministra dos Direitos Humanos disse na entrevista de 2011 citada acima, de que a violência é de caráter cultural. Com certeza, sem dúvida alguma o que nos torna intolerável em relação ao homossexualismo é o enraizamento de uma cultura pré-determinante que nos diz que é certo somente o amor entre homem e mulher e errado qualquer outra maneira de amar. Porém, as amarras culturais devem ser rompidas e a tolerância deve existir.
Muitos justificarão que a Bíblia prega contra o homossexualismo, mas não esqueçam que a Bíblia também fala em respeito, em amor ao próximo e a não condenação. Deixemos que cada um viva a sua vida e faça suas escolhas.
O preconceito é a falta de conhecimento e principalmente medo do desconhecido. Isso só acabará com a educação: pais e escolas devem lutar juntos para passar um conhecimento histórico e sociológico dos comportamentos humanos e aceitar que o heterossexualismo teve uma data para iniciar seu percurso como forma predominante de expressão amorosa, e que não foi tempos modernos onde o lema era Paz e Amor que a adolescência se rebelava contra a ordem vigente do mundo que as pessoas começaram a ser homossexuais… As bases da cultura ocidental vieram muitas vezes de homens que se expressavam homossexualmente e apesar de tanto preconceito que vemos, muito do nosso pensamento ainda é uma sedimentação desse pensamento grego e romano.

Pensem…

Fontes: Stearns, Peter N “História da Sexualidade” . Editora Contexto, São Paulo, 2010.

Estadão 

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Esta foto, abaixo, que circulou e ainda circula o mundo, completa hoje 40 anos e é um marco do terror, não só da Guerra do Vietnã, mas da guerra em si.

Encontrei essa publicação no site do Jornal Estadão, e achei interessante postar.

Garota de Napalm: Kim Puch, aos 9 anos.

A famosa fotografia da “menina do napalm” completa 40 anos nesta sexta-feira como um dos grandes símbolos dos estragos da guerra, um aniversário que seus protagonistas celebraram exaltando a capacidade da imagem para mudar o curso da História.

Kim Phuc tinha somente nove anos quando um avião do exército sul-vietnamita bombardeou o pequeno povoado de Trang Bang, próximo de Ho Chi Minh (então Saigon), em um ataque coordenado com o comando americano que tratava de controlar a estrada entre Camboja e Vietnã.

Os relatórios dos EUA indicavam que não havia civis na cidade, como explicaram posteriormente os militares à frente da operação, os mesmos que deram sinal verde para o lançamento de mísseis carregados de napalm, um combustível capaz de carbonizar qualquer forma de vida, que transformou o lugar em um inferno em chamas.

“Até então eu era uma menina feliz”, assegurou Phuc, que aterrorizada com toda a situação tinha se refugiado com sua família no templo de Cao Dai.

O fogo dessas bombas, que alcança 1,2 mil graus, queimou suas roupas e causou queimaduras em 65% de seu corpo, especialmente nas costas e no braço esquerdo, cuja pele era derretida pelo calor.

Phuc saiu correndo sem roupas pela estrada (“muito quente, muito quente!”, gritava) com o rosto em lágrimas, assim como seus outros parentes. Neste mesmo momento, essa imagem acabou sendo imortalizada pelo fotógrafo vietnamita Nick Ut, que cobria a Guerra do Vietnã para a agência americana “Associated Press”.

A foto, tirada no dia 8 de junho de 1972, foi divulgada em todo mundo e revelou todos os horrores do conflito à sociedade internacional, sendo decisiva para acelerar o fim dos confrontos.

“A Guerra do Vietnã terminou graças a essa fotografia”, assegurou à Agência Efe o fotógrafo, que esta semana se reencontrou com Phuc em uma conferência organizada pela igreja batista Liberty de Newport Beach, no sul da Califórnia.

Aquela imagem foi uma das muitas que Ut tirou naquele conflito, embora essa foi a que tenha marcou sua carreira e ainda lhe rendeu o prêmio Pulitzer.

“Para mim parece que foi ontem. É muito triste. Olho novamente as fotografias e observo o quanto foi terrível aquela guerra, todas as guerras, não só a do Vietnã”, comentou o fotógrafo que ainda segue na atividade aos 61 anos de idade.

Ut voltou a tirar a poeira das fotos obtidas na guerra por conta do 40º aniversário daquele 8 de junho, imagens que não captam o que ocorreu depois, mas que fotógrafo faz questão de narrar.

“Fui ajudá-la num instante (Phuc) porque sua pele estava se desprendendo do braço e das costas. Não queria que ela morresse. Deixei a câmara e comecei jogar água nela. Depois, eu a coloquei no meu carro e fomos para o hospital, mas sabia que ela poderia morrer a qualquer momento”, relatou Ut.

Kim Phuc chegou em estado crítico ao centro médico e o pessoal, sem muitos recursos, enviou a jovem diretamente para o necrotério, onde passou três dias.

“Mas eu não morria”, contou Phuc, que graças a um amigo de seu pai acabou sendo realocada em umas instalações para queimados. Neste local, a jovem ficou internada durante 14 meses.

“É um milagre o fato de eu ter conseguido sobreviver”, confessou a mulher que emocionou os californianos com sua história. No encontro, Phuc também mostrou as cicatrizes em seu braço queimado, que, mesmo depois de 17 cirurgias plásticas, ainda seguem visíveis.

De acordo com Phuc, as sequelas psicológicas duraram muito mais tempo. Mas, depois de 1982, ela encontrou a paz que estava buscando através da fé cristã.

“Estou muito contente. Penso que a fotografia é um presente muito poderoso para mim e acho que o mundo é melhor graças a ela. Isso porque, a imagem fez com que o povo adquirisse mais consciência do que é uma guerra”, manifestou.

Após a Guerra do Vietnã, Kim Phuc foi convidada pelo Governo comunista do país para diversas campanhas. Após criar uma boa relação com as autoridades, a jovem conseguiu uma permissão para estudar em Cuba, onde aprendeu um pouco de espanhol e conheceu seu marido.

Em 1992, quando voltava de uma viagem de Moscou para Havana, Phuc aproveitou uma escala de seu avião no Canadá para pedir asilo político.

Há 15 anos é embaixadora de Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Imagem

Fotógrafo Nick Ut e Kim Phuc se reencontram em cerimônia nos EUA

Fonte: Estadão

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