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Archive for maio \20\UTC 2012

Uma coisa pela qual todo historiador é apaixonado é a memória. E nós estudantes de história sabemos que há várias maneiras de preservá-la e difundi-la, mas a que mais me agrada, particularmente, é o centro de memória que é representado pelo museu.

Vou tentar com poucas palavras explicar o que significa, como surgiu, sua finalidade, enfim, um pouco da sua história.

Museus

Os museus têm origem na necessidade do homem de colecionar coisas, de preservar suas memórias particulares; isso desde a Antiguidade, como por exemplo, um colar herdado de um familiar, um vaso, muito semelhante ao nosso hábito atual de preservar lembranças como fotografias, objetos que nos remetem a momentos felizes.
Mas, apesar desse hábito particular de guardar objetos e memórias, ainda na Antiguidade, mais especificamente em Alexandria surgem os museus, propriamente ditos. A palavra museu do grego, significa “templo das musas, e e recebia esse nome porquê o museu era o local destinado ao estudo das artes e das ciências. Porquê templo das musas? Simples. Na mitologia, as musas eram entidades que inspiravam as artes e as ciências.
Até o século XVII, os museus eram basicamente locais onde se preservavam documentações importantes (documentação, no sentido histórico são objetos, textos, livros, etc) e eram estudadas e analisadas.
Somente no século XVII, que os museus começam a se parecerem com os quais nós conhecemos hoje.  Esses museus modernos foram criados a partir de doações particulares; o primeiro museu conhecido é o Ashmolean Museum, que surgiu com as doações de Elias Ashmole, da coleção de John Tradescant. O segundo museu público é o Museu Britânico, de 1759. E o primeiro público na França é o do Louvre de 1793.
No Brasil, o primeiro museu foi fundado em 1862- Museu do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano; todos os outros brasileiros datam do século XX, e o mais importante pela qualidade de acervo é o do MASP, em São Paulo, de 1947.

Sua Finalidade

Como já foi dito, no século XVII o museu se consolida de forma muito semelhante com a qual nós conhecemos hoje e deixa de ser um centro exclusivo de preservação, passando a ser aberto ao público e um centro investigativo.
Os museólogos, pensadores, historiados, sociólogos, geógrafos, linguistas, arqueólogos, todos eles, entre outros, são profissionais que atuam com a documentação do museu. Graças a atuação desses profissionais, muito da história e equivocos, além de ideologias que eram transmitidas como verdadeiras, hoje sabemos que muitas delas passaram de manipulação ideológica, ou seja, a documentação, nos permite averiguar os fatos históricos e desconstruir essas mensagens prontas.
O museu deixou de ser um centro passivo de acúmulo, para se tornar um local de interpretação social, educacional, cultural e de preservação material.

Finalmente, de acordo com a ICOM – International Council of Museums (2001), o Museu hoje é “uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade”.

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