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Archive for abril \21\UTC 2011

Em busca de uma tradição inventada
A partir de 1870, a maçonaria elege Tiradentes como seu símbolo maior e reivindica a organização do levante dos inconfidentes

por Françoise Jean de Oliveira Souza

 A história é continuamente reescrita. À medida que a realidade presente muda, as interpretações acerca de um fato passado também são alteradas, buscando respostas que correspondam melhor às necessidades do tempo atual. Foi assim com a Inconfidência Mineira (1789). Poucos momentos foram tão debatidos, reescritos e apropriados quanto esse.

Durante boa parte do século XIX, a Inconfidência não assumiu lugar de destaque na historiografia brasileira. Tal situação modificou-se apenas na segunda metade do século, quando o princípio da nacionalidade tornou-se uma questão premente a ser resolvida. Urgia ao Brasil a construção de laços de pertencimento capazes de criar um sentimento nacionalista, e era fundamental encontrar os elementos fundadores da nação, construindo uma identidade que pudesse particularizá-la. Com o golpe militar que inaugurou a República em 1889, essas necessidades foram reforçadas. O regime instaurado de cima para baixo estava longe de apresentar-se como uma demanda da população em geral. Assim, era preciso legitimá-lo perante o povo, apresentando- o não como um elemento estranho à sociedade, mas sim como um desejo histórico presente havia muito tempo.

A solução para essas questões passava pela criação de um mito fundador que estabelecesse uma idéia de continuidade entre o fato presente e o passado brasileiro. Era necessário criar uma tradição republicana para a nação por meio de heróis que já tivessem ansiado pela implantação desse regime. Nessa ocasião, a Inconfidência Mineira e Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, assumiram com propriedade o papel de precursores da República.

A escolha de Tiradentes como herói nacional não é difícil de ser explicada. Com a publicação da obra de Joaquim Norberto de Souza e Silva, História da Conjuração Mineira (1873), que ressaltava o fervor religioso do personagem nos últimos momentos de sua vida, inúmeras representações simbólicas tornaram-se possíveis, aproximando-o à figura de Cristo. Outro fator importante para essa opção foi que o movimento não aconteceu efetivamente, o que poupou os inconfidentes do derramamento de sangue e os manteve imaculados. Eles foram apenas vítimas da violência, nunca agentes.

A Inconfidência como objeto passível de ser novamente apropriado permitiu à historiografia refazer as linhas gerais do levante sempre que a conjuntura política brasileira teve necessidade de reavivar o sentimento nacional. Seu legado simbólico foi retomado de tempos em tempos, mais especificamente nos momentos de rupturas históricas no decorrer do século XX. Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e até mesmo os militares de 1964, auto-intitulados “os novos inconfidentes”, apropriaram-se do fato histórico em favor de seus interesses políticos. Sob novas roupagens, o mito repetia-se incessantemente.

Contudo, não foram apenas os governos que utilizaram a influência do movimento e de seu herói. Muitas instituições também procuraram um “lugar ao sol” nessa festa de apropriações simbólicas. Foi o caso da maçonaria, que tomou Tiradentes como seu símbolo maior no Brasil ainda no século XIX. A partir de 1870, ocorreu um crescimento acelerado do número de lojas maçônicas no país e muitas delas foram batizadas de “Tiradentes”. Freqüentemente, suas bibliotecas tinham o inconfidente por patrono e até mesmo os jornais maçônicos carregavam seu nome. Já no século XX, Tiradentes pareceu ganhar em definitivo um lugar de destaque no panteão maçônico, tornando-se patrono da Academia Maçônica de Letras.

Mas por que esse mineiro poderia representar a maçonaria? Que legitimidade haveria nisso? “Simples”, responderiam os historiadores ligados a essa organização: Tiradentes teria sido maçom, e a Inconfidência Mineira, uma conspiração maçônica em prol da libertação nacional!

Muitos maçons, historiadores ou não, aventuraram-se a escrever sobre o episódio para desvendar sua “verdadeira” história e demonstrar o papel crucial da maçonaria na definição dos acontecimentos de 1789. Em geral, essas narrativas começam demonstrando que a Inconfidência não foi um episódio regional. Tal movimento teria feito parte de um projeto internacional elaborado para tornar livres todos os povos oprimidos. A Inconfidência, a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos seriam expressões de um mesmo fenômeno: o do anseio revolucionário por independência, democracia e liberdade que sacudiu a Europa e a América por meio das atividades maçônicas.

Desse modo, o sentimento nativista (ver glossário) não seria suficiente para explicar os anseios dos inconfidentes pela República. Acreditar apenas nisso, segundo os escritores da maçonaria, seria “ingenuidade e romantismo”. Os conspiradores mineiros agiriam inspirados não só pela idéia de nação brasileira, mas, principalmente, pelos sentimentos de sua organização. “Mirando-se no exemplo vitorioso da revolução americana guiada por George Washington, Thomas Jefferson, etc., (…) os líderes inconfidentes questionaram o que a metrópole impunha como sendo inquestionável”, escreve o maçom Raymundo Vargas. Eles não teriam planejado uma revolta se não tivessem certeza de que os “irmãos” americanos prestariam auxílio ao restante do continente. O projeto também incluía a Europa, e a França foi o palco escolhido para os contatos que uniriam o Brasil “ao elo dessa corrente universal de liberdade”.

A narrativa maçônica apresenta-se confusa para aqueles que sabem que a instituição foi fundada no Brasil em 1801. A Inconfidência poderia caracterizar-se como um movimento maçônico se ainda não havia lojas no Brasil? De acordo com seus escritores, haveria, sim, centenas de maçons organizados em lojas, mas estas funcionavam clandestinamente, já que a ordem se encontrava proibida pela legislação portuguesa.

O relato que inaugurou a crença em uma Inconfidência de caráter maçônico partiu de Joaquim Felício dos Santos, que, curiosamente, não era maçom. Em sua obra Memórias do distrito diamantino da comarca do Serro Frio (1924), ele escreve que a “Inconfidência de Minas tinha sido dirigida pela maçonaria, Tiradentes e quase todos os conjurados eram pedreiros-livres”. Com base nessa passagem, estudiosos, maçons ou não, começaram a associar automaticamente a Inconfidência à maçonaria. Surgiu a crença de que Tiradentes, que ia muito à Bahia para refazer o sortimento de mercadorias de seu negócio, acabou, numa de suas viagens, tornando-se maçom. Ele seria o responsável pela criação de uma loja maçônica, local onde os conjurados teriam sido iniciados na organização, “introduzida por Tiradentes quando por aqui passava vindo da Bahia para Vila Rica”, escreve Tenório D’Albuquerque.

Prova maior da importância do triângulo como símbolo maçônico teria se dado no momento da execução de Tiradentes, quando o maçom e capitão Luiz Benedito de Castro não distribuiu as tropas em círculo como de costume, e sim formou um triângulo humano em torno do patíbulo. A multidão “não poderia compreender o significado simbólico daquele triângulo, mas Tiradentes, no centro dele, compreendia aquela última e singela homenagem”, descreve Raymundo Vargas.

Finalmente, as narrativas maçônicas encontram explicação também para um instigante mistério: o sumiço da cabeça de Tiradentes. A urna funerária contendo a cabeça do herói da Inconfidência teria sido retirada secretamente às altas horas da noite pelos irmãos maçons remanescentes do movimento. O roubo da cabeça seria, segundo Raymundo Vargas, uma das primeiras afrontas da maçonaria às autoridades repressoras portuguesas, mostrando-lhes que “a luta só começava”. Segundo autores maçons, não teria sido por acaso que, no mesmo local onde a cabeça de Tiradentes fora exposta, o então presidente da província mineira e grão-mestre da maçonaria brasileira em 1874 Joaquim Saldanha Marinho, em 3 de abril de 1867 ergueu uma coluna de pedra em memória do mártir maçom.

Vários outros aspectos da Inconfidência foram trabalhados pelos autores ligados à organização, tais como a personalidade maçônica do Visconde de Barbacena ou as “irrefutáveis” provas da viagem de Tiradentes à Europa para fazer contato com seus irmãos da ordem. Percebe-se que a maçonaria, por meio de seus intelectuais, construiu uma série de argumentos para não deixar dúvida quanto ao papel de destaque dessa instituição no desenrolar de todos os fatos da Conjuração. Recentemente, surgiram alguns trabalhos elaborados por historiadores maçons mais criteriosos que refutam muitas das teses aqui apresentadas. Contudo, estes ainda não foram suficientes para derrubar do imaginário maçônico a figura do herói mineiro.

De fato, existem vestígios de que maçons passaram pelas Minas setecentistas. Analisando os processos inquisitoriais luso-brasileiros de fins do século XVIII e início do XIX, encontram-se denúncias contra mineiros de Vila Rica e do Tijuco, acusados de libertinos, heréticos e maçons. Sabe-se também que muitos estudantes brasileiros em Coimbra e Montpellier iniciaram-se na maçonaria européia e trouxeram seus valores e idéias para o Brasil. Alguns deles, como José Álvares Maciel e Domingos Vidal, ajudaram nos planos dos inconfidentes.

Para além da discussão da veracidade ou não desses relatos acerca da Inconfidência, é interessante perceber de que maneira a elaboração de tal narrativa histórica favorece a instituição dos pedreiros livres. Em diversos momentos, a presença da maçonaria em território brasileiro foi questionada. Com a proclamação da República, por exemplo, a Igreja Católica perdeu o título de religião oficial do Estado e, para tentar reaver sua influência política, reforçou o combate à organização. O catolicismo oficial passou a apresentar a maçonaria como uma sociedade “estranha” à cultura brasileira, vinda de fora, representante do imperialismo e, logo, uma ameaça à soberania nacional. Mais tarde, com esses argumentos, Getúlio Vargas a colocaria na ilegalidade.

Diante de situações como essas, tornou-se fundamental para a maçonaria apresentar-se à sociedade brasileira como uma instituição que, ao contrário do que dizem seus opositores, mostra se presente há tempos em nosso território e em nossa cultura. Assim, a narrativa da Inconfidência como um movimento maçônico pode ser denominada de “‘tradição inventada”, expressão cunhada por Eric Hobsbawm que indica a criação de um passado com o qual se busca estabelecer uma continuidade. Construir por meio de uma historiografia uma tradição na qual os maçons teriam feito parte do momento fundador da nação brasileira é, sem dúvida, uma maneira de assegurar sua presença no Brasil. Ao associar a imagem de Tiradentes à sua, essa ordem passa a ser lembrada como a defensora dos nobres valores carregados pelo herói nacional. Mais do que uma forma de defesa, a apropriação maçônica da simbologia da Inconfidência lhe dá legitimidade perante a sociedade. Por ora, a estratégia teve êxito na medida em que a insurreição de 1789 e a atuação maçônica encontram-se, ainda hoje, intimamente associadas no imaginário popular.

A BANDEIRA MINEIRA

A origem da bandeira de Minas Gerais é mais uma prova, para os maçons, do envolvimento desta organização na Inconfidência. “Se ainda ao mais incrédulo dos incrédulos restasse um resquício de dúvida quanto à origem maçônica da Inconfidência Mineira, bastaria contemplar-lhe a bandeira”, afirma Tenório D’Albuquerque, em A bandeira maçônica dos inconfidentes. Utilizando como disfarce a idéia da Santíssima Trindade, o triângulo representaria, na verdade, a sagrada trindade da maçonaria: liberdade, igualdade e fraternidade. No interrogatório relatado nos autos da devassa, ao ser perguntado sobre o significado da bandeira, Tiradentes teria respondido “sagrada trindade” e não “santíssima”. Tal detalhe supostamente passou despercebido ao escrivão.
 

DISCORDÂNCIA ENTRE OS HISTORIADORES

A historiografia acadêmica encontra-se longe de um consenso acerca da participação ou não da maçonaria na Inconfidência. As hipóteses vão desde o papel central dos maçons na elaboração dos planos do levante até a negação total de sua influência na Conjuração.

Augusto de Lima Júnior ressalta o papel da maçonaria ao percebê-la como um importante elemento de ligação e comunicação dos inconfidentes com os grupos de apoio no Rio de Janeiro e na Europa. Em posição oposta está Lúcio José dos Santos, alegando que o fato de não haver nenhum vestígio da ação propriamente maçônica nos autos da devassa seria a maior prova da ausência dessa sociedade na Inconfidência. Também argumenta que, se a maçonaria possuísse prestígio suficiente a ponto de ser a idealizadora do movimento, ela teria tido forças para impedir a condenação de seus membros. Finalmente, a meio-termo entre as duas opiniões encontra-se Márcio Jardim, para quem a atuação maçônica teria sido importante, mas secundária: seu papel seria apenas o de aglutinar pessoas e idéias. O autor observa, ainda, como a maçonaria dos dias atuais se apropria da figura de Tiradentes, o que revelaria um desejo de mostrar poder acima do comum, causando lhe surpresa o fato de “boatos sobreviverem ao tempo e à evidência das provas contrárias”.

 

 Françoise Jean de Oliveira Souza  é doutoranda em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autora da dissertação Vozes maçônicas na Província Mineira – 1869-1889, UFMG, 2004

Acesse:  História Viva

 
 
 
 
 

 

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Coleção História Geral da África- Unesco

No último dia 6 de abril, na PUC, ocorreu o lançamento da coleção História Geral da África – Unesco. Em 8 volumes, esta é a coleção mais completa e importante para estudos sobre África.
Já havia sido publicado em outros idiomas, como inglês, árabe , e francês.
Infelizmente, os estudos sobre África, no Brasil, são muito recentes e há pouc material de qualidade a respeito.

O mais interessante desse projeto da Unesco com origem em 1964 é o interesse em mostrar o continente africano a partir do ponto de vista dos africanos. O projeto foi impulsionado no momento das independências africanas e visava desmistificar a idéia de que a África é um continente sem história.

O projeto contou com 350 cientistas, dos quais 2 terços deles eram africanos. Além de mostrar que a África tem história, e ser um material com olhar africano, a coleção pretende quebrar paradigmas de que a África é um local de pobreza e escravidão.

Os oito volumes se dividem em:

1. Metodologia e Pré-História da África
2. África Antiga
3. África do século VII ao XI
4. África do século XII ao XVI
5. África do século XVI ao XVIII
6. África do século XIX a década de 1880
7. África sobre dominação colonial 1880-1935
8. África desde 1935
 
E a grande cereja do bolo é: a coleção completa está disponível para download gratuito no site da unesco!
Para baixar a coleção clique aqui

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Islã- Parte 1

 Islã – Parte 1 – Princípio

 

Península Arábica

O Islã tem local e data determinados de surgimento: a Península Arábica no século VII.  Apesar de ser uma região predominantemente desértica, há uma paisagem variada que foi habitada por muitos povos diferentes, entre eles os árabes.  Nem todos os habitantes eram beduínos (nômades e pastores); predominava no oásis a agricultura; havia ainda pequenos centros urbanos. A sociedade era organizada de forma tribal e seguia o estilo de vida beduíno; sua cultura era oral e enfatizava, na forma de poesia, o próprio clã; e os árabes, apesar do contato com culturas monoteístas como o cristianismo e o judaísmo, eram politeístas.

Maomé

A história do islâmismo começa com a Revelação de Maomé. Antes disso, o período é denominado, pelos muçulmanos, de jahiliyyah (período de ignorância e cegueira). Foi nesse período que Maomé, ou Muhammad ibn’Abdallah ibn’Abd al- Muttalib (seu nome completo em árabe), nasceu na cidade de Meca em 570 d.C. Sua família – Banû’Abd al-Muttalib- pertencia ao clã dos Quraysh (coraixitas), um dos mais poderosos de Meca, que dominavam a cidade e guardavam seu antigo santuário. Ele foi criado como mercador, e casou-se aos 25 anos com Khadija, uma rica viúva de 40 anos que o empregou e lhe propôs casamento.
Por volta de 610, Maomé recebeu a “Revelação”, por meio do arcanjo Gabriel (Jibril, em árabe) que lhe revelou a palavra de Alá, mandando-o recitar os seguintes versos:

“Lê em nome de teu Senho que tudo criou;
Criou o homem de um coágulo de sangue,
Lê que teu Senhor é generoso,
Que ensinou o uso do cálamo,
Ensinou ao homem o que este não sabia.” (Alcorão, sura 96: 1-5)

Alá, de acordo com o anjo, o escolheu como o último mensageiro. Continuou a receber revelações que falavam de um Deus único e onipotente, e que todo o ser humano deveria submeter-se a ele e venerá-lo. A palavra “islã” significa submissão. Maomé, incentivado por sua esposa, assumiu o papel de Profeta. As primeiras revelações exortavam-no a pregar e a converter os compatriotas; depois elas o guiaram como organizador de uma comunidade de crentes. Em muitas de suas revelações, o arcanjo Gabriel ditava-lhe os versículos do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Sua missão era ensinar aos árabes que Alá criara o mundo, que Ele era todo-poderoso e misericordioso, e que todos os humanos deveriam seguir seus mandamentos e respeitar Suas proibições. Os deveres se resumem em cinco pilares do islã:
1. Shahada ou testemunho – é a confissão que efeua a conversão. O converso afirma a unidade de Deus e aceita Alá, na fórmula “Não há outro Deus e Maomé é seu Profeta”;
2. Salat – é a oração que se faz cinco vezes ao dia voltado para Meca.
3. Zakat ou esmola – entrega de uma parcela da renda para fins sociais.
4. Ramadan – é o mês do jejum, entendido como purificação e ascese a Alá.
5. Hajj – peregrinação a Meca ao menos uma vez na vida.

A princípio, o pequeno grupo que se converteu era mínimo, mas suficiente para incomodar a elite local. Maomé foi ignorado, depois motivo de zombaria e por fim combatido, já que a nova religião ameaçava a existente. O islamismo era visto como um insulto para o culto de seus ídolos e desrespeito aos seus ancestrais.

Nesse momento, Maomé e essa pequena comunidade de conversos fugiram em 622 para Iatreb (Medina), esta fuga é conhecida como hijra (hégira) e marca o início do calendário muçulmano.  Em Iatreb, Maomé também encontrou oposição, mas os muçulmanos se impuseram militarmente, e pode ser reorganizado uma sociedade baseada nas leis muçulmanas, os antigos habitantes foram expulsos, exterminados ou convertidos. Dessa forma, Maomé transformou-se em líder político e militar, o que levou a um número crescente a se  converter a nova religião. Meca só começou a se converter ao islã em 630, quando Maomé destruiu com as próprias mãos os ídolos da Caaba e instaurou o culto exclusivo a Alá. Porém, a jihad, ou guerra contra o infiel foi muito importante para a permanência da nova religião.

É importante levar em consideração que o motivo do grande sucesso da religião, foi que ela estabelece uma unidade entre as diversas tribos. Maomé conseguia se colocar no lugar do outro e prever as diversas reações, e instruir o homem a evoluir. Seu poder era usado com moderação.
Em 632 Maomé falece, e inicia-se uma nova fase no islã.

 

Obs: Aqui foi escolhido como categoria do post  História Medieval. Estamos levando em consideração a datação no Ocidente. No Oriente, o nascimento do islamismo data da História Antiga. A idade média no Oriente vai do século XI -XV.

 

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