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Archive for 26 de janeiro de 2011

Pompéia

Antes de ler o post, seria interessante  ver o vídeo e acessar os links abaixo para compreender como se organizava a vida na cidade de Pompéia. Esses vídeos foram retirados e editados por mim do documentário que serviu como base para o post de hoje, e é uma explicação dada por Pedro Paulo Funari sobre o tema.


localização e alcance da erupção do Vesúvio

Pompéia, cidade do Império Romano, localizada próximo ao Monte Vesúvio na Baía de Nápoles. A cidade foi destruída em 24 de agosto de 79 devido a erupção do  vulcão Vesúvio que teve duração de 18 horas. Toda a catástrofe foi narrada por Plínio, o Jovem, e posteriormente pode-se saber mais sobre este evento com os restos arqueológicos encontrados.
O vulcão Vesúvio encontrava-se inativo por mais de 1500 anos. Os romanos desconheciam a existência do vulcão, na verdade nem existia uma palavra que defini-se vulcão no latim. Portanto, os menores sinais que evidenciavam que o Vesúvio estivesse acordando não puderam ser traduzidos, deixando duas cidades com grande número de mortos e soterradas: Pompéia e Herculano.
De acordo com os relatos, antes da erupção, uma densa nuvem de fumaça superaquecida de rochas e gás elevou-se a 15 km de altura numa velocidade supersônica, podendo ser vista até a Baía de Miseno. O vento mudou de direção e levou a fumaça para Pompéia, encobrindo o Sol. Rochas, pequenas pedras-pome e cinzas começaram a cair sobre a cidade. A mudança do vento salvou a destruição completa da cidade de Herculano, que estava mais próxima ao Vesúvio. Porém, o que foi visto pelos habitantes de Herculano levou muitos a buscar abrigo onde ficavam guardados os barcos, e muitos foram para a praia, em busca de resgate. Este estava sendo liderado por Plínio, o Velho, que foi impedido de chegar no seu destino. O primeiro fluxo piroclástico composto de rochas derretidas e cinzas rolaram sobre o vulcão em direção a Herculano. As pessoas alojadas nos abrigos de barcos morreram de choque térmico: a nuvem de fumaça quente fez seus tecidos evaporar, dentes e ossos se estilhaçarem como vidro, e seus cérebros entraram em ebulição e explodiram. Foram encontrados 300 esqueletos humanos de homens, mulheres e crianças. Na praia a morte foi instântanea devido ao calor, e as pessoas se queimaram e viraram carvão. Herculano ficou soterrada em 25m de resíduos vulcânicos.
Após a destruição de parte de Herculano, ocorre um terremoto e um outro fluxo piroclástico, mais leve que não destrói Pompéia mas envia um quantidade de gases tóxicos que juntos formam uma mistura letal: dióxido de carbono e cloreto de hidrogênio. Muitos morrem sufocados. Outro fluxo piroclástico ocorre e desta vez vem em direção a Pompéia. A fumaça que chega primeiro faz que com a primeira inalação os pulmões se encham de gás, na segunda inala-se cinzas o que forma uma espécie de cimento seco nos pulmões e na traquéia, e na terceira inalação a pessoa fica ofegante e sufoca. É muito provável que as pessoas sabiam que estavam morrendo, pois sua morte não foi instântanea. Muitos corpos foram petrificados e demonstram até hoje a angústia do seu último momento. Cerca de 10 milhões de tonelada de pedras-pome, rochas e cinzas soterraram Pompéia.
Somente em 1594 durante a construção de um aqueduto que foi encontrada a cidade. Ela estava completamente preservada: pode-se ver ruas, pinturas, pichações, lojas, padarias, tinturarias, e inúmeros objetos. Por muitos anos a narração de Plínio, o Jovem foi deixada de lado pois achava-se um absurdo o que ele narrava. Posteriormente a ciência descobriu que essas erupções que Plínio narrou são possíveis e ocorrem a cada 2 mil anos. Isso fez com que sua narração fosse reconhecida de fato. Essas erupções foram denominadas de plinianas em homenagem a narração de Plínio.

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Referências

Documentário: Pompéia – o último dia
Produção BBC

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