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Gostaria de agradecer a todos(as) que me desejaram um Feliz Dia Internacional da Mulher… Mas, acima de tudo, gostaria de deixar minha opinião a respeito dessa data: não admiro em nada o que ela se tornou. O dia 8 de março se tornou a data de festividade e de compras de perfumes, cosméticos, eletrodomésticos, flores (em especial), lingeries e roupas. Virou, como todas as datas, um motivo de consumo. Virou a data da gentileza, em que todos acreditam que as mulheres merecem receber seus cafés na cama, ter um presente esperando, um dia de folga.
A data 8 de março, não é a comemoração por sobrevivermos a TPM, aos incômodos da gestação, ao parto, pela jornada de trabalho que inclui trabalhar fora, dentro de casa, estudar… aguentar a depilação, a cinta, e aos saltos. 
Infelizmente, não é esse o motivo pelo qual LEMBRAMOS o dia 8 de março. Esta data está no calendário, pois em 1857 algumas mulheres trabalhadoras se manifestaram e protestaram contra a carga de 12h de trabalho e o baixo salário, o resultado disso foi a prisão e a morte de mulheres esmagadas pela multidão. Em 1908, mulheres em NY, na empresa têxtil Cotton declararam greve pelas condições insuportáveis de trabalho, e foram presas dentro da fábrica, a qual teve suas saídas fechadas e incendiada pelo próprio patrão… O resultado foi a morte de 129 mulheres queimadas.
Essa data foi estabelecida para relembrar a luta de mulheres por melhores condições de trabalho… a luta por um espaço e pela IGUALDADE.

O dia 8 de março é pra lembrar que conquistamos um espaço importante, mas muito ainda tem que ser alcançado. O respeito, igualdade de salários, a liberdade da mulher por poder escolher o que quer de sua vida sem preconceitos… Enfim, essa luta é grande e não acabou. Mas o consumismo nos faz acreditar que é apenas uma data pra inflar nossos egos e que no outro dia não precisamos de gentilezas, presentes, agrados, respeito, um salário igual… Nos faz acreditar que tudo já foi conquistado e que só sobrou a comemoração. 

A todas as mulheres, venho desejar UM ÓTIMO REFLEXIVO 8 DE MARÇO.

Beijos
Pamella

(nota publicada no meu perfil no facebook)
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Eugenia- parte 1

   Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton, primo de Charles Darwin, que vem do grego eu, significando bom, e genics, origem, ou seja, boa origem. Em 1865, Galton publicou sua teoria no livro Hereditary Talent and Genius , muito influenciado pela obra A origem das espécies de Darwin, propõe a seleção artificial, afirmando que “as forças cegas da seleção natural, como agente propulsor do progresso, devem ser substituidas por uma seleção consciente e os homens devem usar todos os conhecimentos adquiridos pelo estudo e o processo da evolução nos tempos passados, a fim de promover o progresso físico e moral no futuro“.

De acordo com Galton, eugenia seria, portanto, “O estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.”
A eugenia pode ser positiva ou negativa. A eugenia positiva visa melhorar a genética mediante uma reprodução seletiva, e a eugenia negativa evita que indivíduos “menos” capacitados reproduzam sua linhagem através da esterilização forçada e da eutanásia.

A eugenia deixou de ser um ativismo e passou a ser uma ideologia que se apoderou do mundo. O Objetivo era desenvolver uma sociedade melhor a partir da reprodução. Acreditava-se que todos os males que atormentavam a sociedade, como crime, alcoolismo, entre outros, eram herdados geneticamente, ou seja, se um homem foi assassino, seus filhos poderiam ser também. Como evitar isso? Através da seleção artificial: deveria-se evitar que esse individuo procriasse, para isso partiam para a esterilização. A eugenia era uma higiene social.

Esta ideologia tomou forma nos Estados Unidos (ela não nasceu lá, mas se fortaleceu) com a Sociedade Eugênica Americana e o Partido Eugênico Americano, ou seja, a teoria é inglesa, mas só foi posta em prática, primeiramente, pelos EUA.

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“Casos Filosóficos”, de Martin Cohen, publicado pela Civilização Brasileira será o primeiro de muitos livros que irei comentar aqui no blog.
No meio do ano passado eu estava procurando um livro de filosofia para entender melhor alguns autores tratados nas aulas de Teoria de História. De maneira bastante imprudente, entrei na livraria, verifiquei o índice, a editora e comprei, e corri para a aula…
Por que eu estou falando isso? Simplesmente porquê quando comece a ler minha nova aquisição me decepcionei… Não continha nada do que eu procurava: Uma breve explicação das teorias dos grandes filósofos que me servisse como ponto de partida nos meus estudos.

Resolvi dar uma segunda chance e comei a lê-lo novamente agora em janeiro. O autor que é professor e escritor, e ainda editor da “The Philosopher” no que seria a introdução/apresentação informa que este livro tem três funções positivas importantes combinadas “é [um livro] pequeno o suficiente para carregar por aí (e impressionar pessoas). É bastante informativo […] e [contém] petiscos filosóficos.” Para ele é uma forma alternativa de aprender filosofia.

Na minha opinião é impossível aprender filosofia com esse livro. Ele faz uma breve apresentação do filósofo, e tenta contextualizar a vida dele no que ele disse. Ou seja, se sua intenção é saber o que o filósofo disse, você não vai ter sucesso, afinal, não explica a teoria o pensamento principal com o qual o filósofo contribuiu para a história do pensamento ocidental, e a partir disso como podemos entender todo o pensamento da época que eles influenciaram e como isso ainda pode chegar até nós. É um livro pobre em informações desse tipo, se atendo mais a vida do filósofo e de algo que ele fez em vida que possa ser considerado um petisco (tradução: fofoca)… Por exemplo: Schopenhauer que jogou uma velhinha da escada.
Ao analisar a bibliografia percebemos que ele teve acesso a grandes títulos, mas fez pouco proveito. Alguns capítulos possuem uma nota final que não constam uma referência, ou seja, se você acha que algo importante foi dito por ele, tem que ficar revirando o livro pra tentar entender de onde ele tirou a referência.

Infelizmente, um mau negócio….

Prêmio: Selo Blogger Versátil

Depois de tanto tempo sem escrever no meu amado blog, foi de se espantar a surpresa que recebi. Fiquei muito feliz  e tenho que compartilhar com meus queridos e fiéis leitores, o “Reflexões de História” recebeu um prêmio, pois é, um selo chamado “The Versatile Blogger Award”, que é oferecido à aqueles que desenvolvem conteúdos que são interessantes e versáteis aos leitores. 
O Reflexões de História recebe honradamente esse selo. Muito obrigada!
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O que observar quando for indicar alguém?

 
(Palavras do criador do selo) “Quando você considerar nomear um colega blogueiro para o Prêmio Blogger Versátil, considere a qualidade da escrita, a singularidade dos assuntos abordados, o nível do amor exibido nas palavras na página virtual. Ou, é claro, a qualidade das fotografias e do nível de amor exibido na obtenção dos mesmos. Honrar os blogueiros que trazem algo especial para sua vida se todos os dias ou só de vez em quando. E, se divertir!”.
 
Regras de participação:
1) Agradecer quem te premiou:

 O Reflexões de História deixa seu mais sincero agradecimento ao blog “Remexendo o Passado” e ao Professor Josimar, por nos honrar com essa premiação. Muito Obrigada!

2) Partilhar 7 coisas sobre você para que possam te conhecer melhor:

  1. Sou grande admiradora de História Medieval, não há um assunto se quer nessa grande área que não me fascine.
  2. Acredito em Deus e sou muito grata à Ele por tudo o que me concedeu, tenho minha religião e minhas crenças, mas sou contra a persuadir pessoas a aceitarem seu modo de vida e fé.
  3. Não acredito que com a nossa forma de fazer política possamos ter um posicionamento político bem delimitado. Acredito que ser de esquerda, ou de direita ou centro, já teve seu momento. A política hoje, no Brasil e no mundo, é algo a ser refletido. Tenho minhas preferências, mas política é algo que já virou motivo de piada, apesar de ser uma coisa extremamente séria que afeta todos nós.
  4. Amo leitura e acredito que a educação tem futuro se, e somente se, for trabalhado acirradamente a leitura com as crianças e jovens.
  5. Acredito que aprender HISTÓRIA, acima de todas as disciplinas é algo de fundamental importância. Uma pessoa só será critica e irá analisar o mundo em que vive com base no que diz, quando aprender história.
  6. Sou uma pessoa que se empenha muito no que faz até isso me levar a exaustão completa…
  7. Admiro pessoas sinceras, honestas e que não diferenciam os outros; detesto e abomino pessoas hipócritas, falsas e que acima de tudo não pensam no que vão fazer e atropelam o mundo para atingir seus objetivos. Sou a favor do respeito ao próximo.

3) Partilhar o prêmio com outros 15 blogues e notificá-los:

Estou selecionando meu indicados que serão notificados assim que concluir minha pesquisa.

Um explorador analisa restos de madeira dentro do que alguns acreditam ser restos da Arca de Noé.

Um grupo de exploradores evangélicos chineses e turcos afirmam ter encontrado restos de madeira do que teria sido a Arca de Noé, no leste do Monte Ararat na Turquia.
De acordo com datações do carbono 14 os restos encontrados são de 4800 anos de idade, tempo no qual evangélicos e literalistas afirmam ter sido o momento em que a arca repousou no Monte Ararat.
Yeung Wing-Cheung,  do Grupo de pesquisa internacional da Arca de Noé afirma “Não é 100% de certeza que seja, mas é 99,9% de que é a arca”.
Houve várias descobertas relatadas dos restos da Arca de Noé ao longo dos anos, mais notavelmente um achado pelo arqueólogo Ron Wyatt, em 1987. Na época, o governo turco declarou oficialmente um parque nacional em torno de seu achado,onde um  objeto em forma de barco estendeu através das montanhas do Ararat.
O ministério evangélico continua acreditando que o achado é veridico e para isso chamou o holandês Gerrit Aalten para verificar a legitimidade da Arca. Aalten já acredita ser uma descoberta arqueológica legítima “Pois, é a primeira vez que a descoberta é bem documentada”.
Representantes do Ministério afirmam que a estrutura possui vários compartimentos, conferindo com a história bíblica de onde teriam sido colocado os animais.
Será pedido para a UNESCO oficializar a região como Patrimônio da Humanidade para que as pesquisas arqueológicas sejam feitas adequadamente.

FONTE (tradução e adaptação  livres)

ATUALIZAÇÃO: Estudiosos suspeitam que a “Arca de Noé seja uma farsa”

 Vários especialistas se manifestaram a respeito da descoberta com uma série de argumentações.
Dr. Randal Price diretor de estudos judaicos da Universidade de Liberdade, acredita ser uma farsa pois os curdos têm se aproveitado muito da questão na região. Dr. John Morris, arqueólogo, acredita que os chineses foram enganados.
O Professor Porcher Taylor da Universidade  de Richmond acredita que é um erro, pois para ele os arqueólogos estão escavando no local errado, pois a uma certa distância está o que os EUA consideram a “anomalia do Ararat”, algo que tem intrigado a inteligência norte-americana. Para ele se os restos da Arca estão no Ararat, o local seria o da anomalia.

Mas uma questão intrigante é: o relato bíblico a respeito do dilúvio é uma verdade ou uma farsa?

Dr. Paulo Zimansky, professor de arqueologia e história antiga na Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, diz: “Eu acho que tem todas as características de uma história, mas em qualquer caso, não é algo que possamos investigar como um arqueólogo . ”

Uma inundação catastrófica na Terra é falado em muitas culturas antigas: na Suméria, da Babilónia, grega, hindu, Gália, lendas escandinavas e chinesas. Alguns até são anteriores ao Antigo Testamento.

O curioso, Zimansky diz, é que embora existam relatos escritos do dilúvio em todas estas culturas, os arqueólogos ainda não encontraram evidência disso.

Se você tomar a Bíblia literalmente, Zimansky diz, “esta arca vai ser depositado em um contexto arqueológico que seria uma enchente estrato. E não vai ser um pouco de inundação estrato. Vai cobrir a Terra inteira. Bem, não como inundação estrato existe. ”

E é aí que Morris discorda arqueólogos como Zimansky.

“Tudo depende de seu pressuposto”, diz Morris. “Eu acho que eles estão olhando para ele através dos óculos errados.”

Morris diz que um grande dilúvio teria moldar a paisagem de todo o planeta – esculpindo fendas como o Grand Canyon , mesmo separando as imensas massas de terra como os continentes africano e sul-americano.

“Tudo na terra dá evidências do dilúvio”, diz Morris.

É por isso que ele está convencido de que algo está lá em cima no Monte. Ararat. Ele diz que houve relatos de centenas de testemunhas oculares dizendo que viu o que parecia ser um grande navio. Algumas dessas pessoas, diz ele, são pilotos que sobrevoaram a área durante a Segunda Guerra Mundial . Quantidades consideráveis de dados militares e de penetração no solo de imagem têm relatado uma forma de algo feito pelo homem na montanha.

Muitos especialistas têm concluído ao examinar as fotos que as imagens são de formações rochosas que se assemelham fortemente ao barco descrito no Gênesis.

Seja o que for, elas convencem Morris, e inúmeros outros, a voltar para o Monte Ararat, na esperança de encontrar o que sua fé lhes diz que pode ser encontrado.

FONTE (tradução e adaptação livres)

Crânio de um jovem australopithecus sediba

Um pequeno um australopithecus sulafricano, parente remoto do ser humano, gostava de comer madeira e cortiça das árvores, enquanto a maioria dos hominídeos preferiam folhas e plantas mais macias, mostra um novo estudo.

Os autores chegaram à conclusão após examinar os dentes do australopithecus sediba, do qual foram encontradas dois exemplares em 2008, em uma caverna perto de Johannesburgo.

O primata “tinha uma dieta muito diferente dos outros hominídeos estudados até o momento. Como sua morfologia é muito parecida, acreditávamos que ele se seria mais ou menos parecido às outras espécies de tipo australopithecus, ou inclusive um pouco aos primeiros homens”, disse Amanda Henry, do Instituto de Antropologia Max Planck. “Na realidade, ele consumia muito mais comida da região, incluindo alimentos duros”.

O pré-molar esquerdo anterior de um Australopithecus sediba

Para chegar ao resultado, os autores bombardearam dentes do australopithecus sulafricano con laser para extrair carbono do esmalte. Os dentes dos outros 81 hominídeos analisados antes continham um tipo de carbono característico das folhas e ervas, mas o do australopithecus sediba originava-se de árvores e matas.

O achado sugere que este primeiro primata comia, pelo menos durante um período do ano, cortiça e outros materiais lenhosos.

“A cortiça, especialmente a que fica no interior das árvores, pode ser muito nutritiva. Todos os nutrientes da árvore passam por sua cortiça interna”, diz a pesquisadora.

Para checar o resultado, os cientistas usaram uma técnica inédita: extrair dos dentes um pouco da placa formada pelo acúmulo de minerais e analisar  minúsculos fragmentos vegetais fossilizados que haviam ficado presos nela há dois milhões de anos. O resultado comprovou que realmente se tratava de cortiça e madeira. Até então, nunca se havia estabelecido que os hominídeos africanos houvessem seguido essa dieta.

Para Paul Sandberg, da Universidade de Colorado Boulder, que participou do estudo publicado pela Nature, a alimentação do australopithecus sediba é bem parecida à dos chimpanzés da savana africana de hoje em dia.

Segundo Sandberg, “é uma descoberta importante porque a dieta é um dos aspectos fundamentais do animal, é o que dita seu comportamento e seu nicho ecológico”.

“Parece que há alguns milhões de anos havia diferentes espécies de hominídeos que utilizavam o ambiente de diversas formas, já que cada um se focava em um tipo específico”, diz a cientista.

“Mais tarde, surgiu o homo erectus, uma espécie capaz de locomover-se e desolcar-se em vários ambientes diferentes, o que foi uma grande mudança”, conclui ele.

Fonte 

28 de junho: Dia do Orgulho Gay

1. Ontem, 28 de junho foi comemorado o Dia do Orgulho Gay. Muitos leitores do meu blog devem estar se perguntando: Porquê raios ela esta colocando um post sobre orgulho gay? O que tem a ver com história? Ela é gay?
Vou começar pela última pergunta: Não sou gay; tenho amigos e respeito a opção de todos.
Em relação as outras duas questões, acho um tema muito importantee de grande valia nos tempos atuais e pode parecer um assunto abordado apenas pela sociologia, mas na verdade, a história é um campo muito vasto e mesmo a sociologia, em minha opinião, deve ser contextualizada de maneira histórica. Se você não sabia, fique sabendo: a história estuda o passado em função do presente, então me deparei com uma reportagem de 2011 sobre o assunto que saiu no Estadão:
SP lidera denúncias de agressão contra gays, diz estudo
(…)De janeiro a julho, o Disque 100[Disque Direitos Humanos] recebeu 630 denúncias contra a população LGBT. As vítimas concentram-se na faixa etária de 19 a 24 anos (43%) e de 25 a 30 anos (20%). Os casos mais comuns de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são os de violência psicológica (44,38%), como ameaça, hostilização e humilhação, e de discriminação (30,55%).
Das vítimas, 83,6% são homossexuais, 10,1%, bissexuais e 4,2%, heterossexuais que sofrem algum tipo de violência ao ser confundidos como gays.
No recorte feito por Estado, São Paulo (18,41%), Bahia (10%), Piauí (8,73%) e Minas Gerais (8,57%) lideram as denúncias – o Rio de Janeiro aparece com apenas 6,03% – por já contar com um serviço semelhante oferecido pelo governo estadual.
‘Isso demonstra que a violência de caráter homofóbico tem um forte componente cultural, é a mais difícil de ser enfrentada porque é justamente a que não fica comprovada por marcas no corpo’, disse a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.”

2.

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Essas fotos acima no slideshow são representações encontradas em cálices, afrescos, vasos de cerâmica, banhos públicos, entre outros, da Grécia e Roma Antigas. Particularmente a cidade de Pompéia tem um grande número de representações sexuais em suas paredes. (ver post Pompéia)
O que vemos é que a história da sexualidade nem sempre foi como a vemos hoje, muitas coisas mudaram: No Ocidente Clássico (Grécia e Roma) a demonstração de amor era homofóbica e o homem ter um amigo (para os clássicos é um parceiro sexual)  era sinônimo de virilidade, pois o amor se dava entre os iguais. A sociedade era tão machista que ser homem em todos os sentidos da palavra era ser homossexual, não se contaminar com um amor inferior, no caso o de uma mulher ou escravo. A mulher era utilizada única e simplesmente como objeto pro-criativo, ou seja, o amor se dava entre os iguais, enquanto a mulher tinha relações sexuais com o homem apenas para gerar novos cidadãos gregos ou romanos. Essa situação muda com o advento do cristianismo, mas somente no XIX que se pensará a família nuclear como um ideal burguês, ou seja, a família perfeita é a composta por um homem, uma mulher e os filhos, tudo o que fugir a esse padrão não é aceito, é reprimido e marginal.
3. Algumas coisas sempre me vêem a cabeça quando o assunto é homossexualismo. Concordo com o que a ministra dos Direitos Humanos disse na entrevista de 2011 citada acima, de que a violência é de caráter cultural. Com certeza, sem dúvida alguma o que nos torna intolerável em relação ao homossexualismo é o enraizamento de uma cultura pré-determinante que nos diz que é certo somente o amor entre homem e mulher e errado qualquer outra maneira de amar. Porém, as amarras culturais devem ser rompidas e a tolerância deve existir.
Muitos justificarão que a Bíblia prega contra o homossexualismo, mas não esqueçam que a Bíblia também fala em respeito, em amor ao próximo e a não condenação. Deixemos que cada um viva a sua vida e faça suas escolhas.
O preconceito é a falta de conhecimento e principalmente medo do desconhecido. Isso só acabará com a educação: pais e escolas devem lutar juntos para passar um conhecimento histórico e sociológico dos comportamentos humanos e aceitar que o heterossexualismo teve uma data para iniciar seu percurso como forma predominante de expressão amorosa, e que não foi tempos modernos onde o lema era Paz e Amor que a adolescência se rebelava contra a ordem vigente do mundo que as pessoas começaram a ser homossexuais… As bases da cultura ocidental vieram muitas vezes de homens que se expressavam homossexualmente e apesar de tanto preconceito que vemos, muito do nosso pensamento ainda é uma sedimentação desse pensamento grego e romano.

Pensem…

Fontes: Stearns, Peter N “História da Sexualidade” . Editora Contexto, São Paulo, 2010.

Estadão 

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