Emergência do Homem e da Civilização – Parte 1

Emergência do Homem e da Civilização – APRESENTAÇÃO

evolução

 O homem é o resultado de um processo evolutivo global que teve origem a cerca de 15 bilhões de anos com a explosão de um núcleo primitivo – o Big Bang. A vida só começa a existir no Planeta Terra há cerca de 3 bilhões de anos na forma de seres unicelulares. Para muitos pesquisadores, os primeiros ancestrais do homem surgiram no continente Africano, onde foi encontrado na Etiópia o fóssil de uma mulher Australopithecus afarensis de 1,20m com 20 anos, e que viveu há cerca de 3,2 milhões de anos, até ser descoberta em 1974. O fóssil dessa mulher foi batizado de Lucy, porém já existem novas descobertas na região que afirmam que existe fósseis mais antigos.

Lucy - Museu Natural de Ciências de Houston

Dentre os hominídeos (família biológica dos seres humanos) os mais antigos são considerados os Australopithecus, o segundo na imagem acima da nossa linha evolutiva, que viveram há 4 milhões de anos e possuía um cérebro com volume de 570 cm³. Essa´”árvore” evolutiva dos hominídeos nos mostra que há cerca de 2 milhões de anos atrás existia dois ramos principais, o do Australopithecus e o Homo. Nas subespécies do Homo, destacam-se o Homo habilis, contemporâneo do Autralopithecus, tinha volume cerebral em torno de 700 cm³, e são considerados os primeiros a construir elementos de pedra e madeira. Segue-se o Homo erectus, viveu de 1,7 milhões de anos a 300 mil anos atrás; foi responsável por sua dispersão até a Europa e a Ásia, seu cérebro possuía volume de 900 cm³ – descobriu o fogo, era onívoro, caçava, e construiu instrumentos com pedra. O Homo neanderthalensis possuía certas características do homem atual, como um cérebro com volume de 1400 cm³- desenvolveu uma série de instrumentos de pedra; segundo alguns pesquisadores já possuía uma língua falada, cuidava de velhos e doentes e possuía rituais fúnebres. Finalmente, o Homo sapiens sapiens, o último na linha evolutiva na imagem acima, foi o primeiro a migrar para a América; fazemos parte dessa espécie na qual o fóssil mais antigo data de 40 mil anos. Possuía um volume cerebral de 1400 cm³ desenvolveram consciência reflexiva, linguagem falada e escrita.
O Homo sapiens sapiens foi o responsável pela criação da agricultura, domesticação e criação de animais, bem como a organização dos primeiros núcleos urbanos.

 

O Elo Perdido

Alguns estudiosos acreditam que o Australopithecus seja o “missing link” ou o elo perdido que é um espécie que marca a transição entre os primatas inferiores e os primatas superiores, no qual se encontra a espécie humana. Entre os primeiros hominídeos estariam os pré-australopitecos, no qual se destacam o robustus e o africanus. Ambos tinham uma forma distinta de viver, sendo que o robustus continuou a viver nas florestas, tais como os símios e o africanus se deslocou para estepes e se desenvolveu, gerando o homo habilis. De acordo com cientistas, os hominídeos completos teriam surgidos de uma espécie anterior o Australopithecus afarensis, que seria um pré-australopiteco que teria gerado duas espécies o A.bosei e o A.africanus. Dessas duas novas espécies surgiriam o A. robustus e o Homo habilis.

Ida- Museu de História Natural de Iorque

O paleontólogo Jorn Hurum teve acesso ao pode ser a grande resposta para a questão do ele perdido em meados de 2007. Ida, como foi chamado o fóssil do sexo feminino de 1m de altura que viveu há cerca de 47 milhões de anos atrás, foi encontrada em 1983 por um caçador de fóssil amador em Messil Pit na Alemanha.
Ida possui muitas características que a aproximam dos hominídeos, tais como: unhas ao invés de garras; polegar opositor; os dentes não são fundidos; visão tridimensional devido aos olhos no mesmo plano.
O fóssil, em perfeito estado de conservação, permitiu distinguir contorno de pêlos e restos da última refeição. Ida recebeu o nome científico de Darwinius masillae, em homenagem há 200 anos de Charles Darwin. Ida foi exposta em 20 de maio de 2009 no Museu de História Natural de Iorque.